Meu post de fim de ano não vai ser tão animado quanto ao do ano passado, porque esse ano não fiz tantas coisas legais nem muito diferentes. Em compensação acho que 2006 foi pra mim um ano de aprendizado. Trabalhei muito, muito mesmo, mas sabe que nunca tive um trabalho que gostei tanto de fazer? Foi a primeira vez na vida que não ficava me agonizando todo santo dia antes de ir trabalhar. Pelo contrário! Talvez aos poucos esteja encontrando o meu caminho. O preço de tanto trabalho foi um pouco alto, porque a vida social acabou ficando sempre pra segundo plano. Mas quer saber? As pessoas nem se importaram muito com isso. Porque esse ano eu também descobri que algumas amizades são tão frágeis que não resistem ao menor abalo. Fiquei super mal por muitas e muitas vezes, mas acho que me fortaleci e aprendi a valorizar aquelas que realmente valem a pena, que mesmo depois de uma tempestade continuam ali, firmes e fortes. No campo afetivo não tive muita evolução. Namorar à distância é difícil. Muitas pessoas me criticam por isso, às vezes falam na cara, às vezes pelas costas. Tento não dar muita bola, mas se tanta gente acha a mesma coisa, pode ser que lá no fundo elas tenham alguma razão... Um dia vou saber! Mas o mais importante mesmo que aconteceu esse ano foi que pude me conhecer melhor: quem sou, o que quero, do que gosto, e o que e quem é importante pra mim. Estou cuidando mais da minha saúde mental e física, se bem que a física foi por pura pressão médica! Ah, não importa, o que importa é que tá sendo bom pra mim. E é isso que pretendo continuar fazendo em 2007: cuidar mais de mim! E vocês também, cuidem-se! Porque é depois dos 25 que as coisas começam a ficar flácidas e cair... hehehe!
Feliz 2007!
Kit
sexta-feira, dezembro 29, 2006
quarta-feira, dezembro 27, 2006
A Saga do Lixo
Pra jogar lixo no Japão você precisa de calendário, manual de instruções e um monte de paciência. Primeiro, tudo tem que ser separadinho. E isso até acho normal, pq eu sempre reciclei lixo no Brasil. O problema são as coisas não-recicláveis, que aí precisam ser separadas em incineráveis e não-incineráveis. O pessoal costuma falar que incinerável é papel e comida. O resto é não-incinerável. E depois de separar tudo você ainda não pode colocar o lixo pra fora. Tem que esperar o dia certo. Na minha casa, por exemplo, os recicláveis e o lixo não-incinerável é na segunda. O incinerável é de terça e sexta. E nos outros dias o lixo vai se acumulando na casa.E se vc colocar no dia errado o lixeiro não leva (todos os sacos têm que ser transparentes para o lixeiro ver o que vc está jogando). Aí, chega uma hora que vc acha que já aprendeu todas as regrinhas, mas de repente percebe que gostaria de jogar fora um par de sapatos furados. E agora? Pesquisei e descobri que couro é junto com o lixo não-incinerável. E pano de chão velho? Esse eu joguei no lixo incinerável, mas não tenho certeza se acertei. Onde jogar pilhas usadas eu ainda não descobri. MAs pra me livrar de um videocassete quebrado que largaram no meu quarto foi preciso ligar na prefeitura, marcar um dia pra irem buscar e pagar 400 ienes. Já a televisão velha tem que ser mandada pra reciclagem (não me perguntem como se recicla uma TV). E a taxa é de 3 mil ienes (tipo uns 60 reais).E como se já não fosse encheção de saco suficiente ter que fazer isso tudo, a velhinha que mora no andar de baixo e é dona do apartamento ligou para o meu trabalho (!!!) pra reclamar que eu não estava botando o lixo pra fora antes das oito da manhã. O detalhe é que o lixeiro só passa meio dia, mas ela quer fuçar o meu lixo pra ver se eu estou fazendo certo. Pode uma coisa dessas? Agora comecei a levar um pouquinho de lixo por dia na hora que vou trabalhar e vou jogando nas lixeiras das lojas de conveniência que tem pelo caminho. Assim a velhinha não reclama e ainda vai ficar encafifada, pensando onde é que estou enfiando o lixo se não boto pra fora. Com tudo isso, descobri que aqui no Japão é mais fácil comprar coisas do que se livrar delas.
Alice
Alice
terça-feira, dezembro 26, 2006
Para perguntas que não se quer ouvir
- E aí, menina? Quando casa?
- Procura no Google.
Naftalina.
ps. colaboração do Emmo is typing.
- Procura no Google.
Naftalina.
ps. colaboração do Emmo is typing.
sábado, dezembro 16, 2006
Perguntas que não se deve fazer
Eu digo: Oie! Que foto legal, do que é?
Semi-amiga diz: Festinha.
Eu digo: À fantasia?
Semi-amiga diz: Não.
...
Alguém tem alguma sugestão de resposta? Socorro.
Naftalina.
Semi-amiga diz: Festinha.
Eu digo: À fantasia?
Semi-amiga diz: Não.
...
Alguém tem alguma sugestão de resposta? Socorro.
Naftalina.
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Tá bom? Então estraga.
Gente, por incrível que pareça uma coisa que a MP falava há muito tempo fez sentido ontem.
Estava lá eu em crise de bichice com o bofe (tava bem descontrol, pra falar a verdade). E como todo mundo ficava perguntando, resolvi que queria discutir a relação, pra saber qual era o nosso status, afinal.
Mas depois me senti uma idiota. Porque isso não fazia a menor diferença e, no fundo, o que eu realmente não queria era forçar alguma coisa, obrigar o menino a querer ficar comigo. Se ele quer, ele fica. Se não quer, não fica. E... Pã! Não era isso que a MP falava quando a gente tinha brigas homéricas sobre namorar ou não (e eu refutava até o fim)? Afe.
Bom, o saldo do momento descontrol foi que inaugurei a bichice. E sou, oficialmente, uma mulherzinha. Argh. Por que é que eu não fico quieta?
Naftalina.
Estava lá eu em crise de bichice com o bofe (tava bem descontrol, pra falar a verdade). E como todo mundo ficava perguntando, resolvi que queria discutir a relação, pra saber qual era o nosso status, afinal.
Mas depois me senti uma idiota. Porque isso não fazia a menor diferença e, no fundo, o que eu realmente não queria era forçar alguma coisa, obrigar o menino a querer ficar comigo. Se ele quer, ele fica. Se não quer, não fica. E... Pã! Não era isso que a MP falava quando a gente tinha brigas homéricas sobre namorar ou não (e eu refutava até o fim)? Afe.
Bom, o saldo do momento descontrol foi que inaugurei a bichice. E sou, oficialmente, uma mulherzinha. Argh. Por que é que eu não fico quieta?
Naftalina.
quarta-feira, dezembro 06, 2006
o que fazer?
Sabe quando você já não tá feliz e a coisa começa a ficar pior ainda? Tipo quando aquela coisas que eu falava brincando pros amigos "já pensou se..." e aí esse "se", que era uma chance remota, mas que você não queria de jeito nenhum, acontece?
Será que é um sinal para eu voltar pra casa?
Alice
Será que é um sinal para eu voltar pra casa?
Alice
segunda-feira, novembro 27, 2006
Boteco ga nai!!!
Uma das coisas que eu mais sinto falta (fora os amigos, é claro) é de botecos. Pra começar, estou com um desejo daquele pratão de arroz com feijão, farofa, ovo frito, batata e salada. Ontem até fiz feijão em casa, mas ainda faltou a farofa, a batata e o clima de boteco. Fora que o arroz é aquele sem tempero... mas, o que me deixa mesmo mal é a falta de cerveja barata. Sabe sentar no boteco e tomar uma garrafa de Brahma por 3 reais? Aqui, o mais barato é comprar uma latinha no supermercado e, ainda assim, custa entre 3 e 4 reais. Agora, se você vai ao bar, nem pense em encher a cara. No mais barato de todos um chopp custa 300 ienes, o que dá uns 6 reais. Já nos bares do bairro do agito, uma cervejinha custa 800 ienes, tipo 16 reais. Absolutamente impossível, principalmente pra quem não vai ter salário até o Natal... Ah, sim, e esqueci de contar que pra entrar nas baladas custa 3 ou 4 mil ienes, tipo entre 60 e 80 reais. Ou seja, minha vida social em Tokyo vai ser zero, pq nem festa em casa eu posso dar. Se eu começar a fazer barulho e encher a casa de gente, os vizinhos me expulsam! (se bem que eu ia adorar encher o furô de gelo e cerveja).Ai, Kit, vc vai ter que contrabandear um monte de cerveja pra mim qd vier pra cá!
Alice, sofrendo de crise de abstinência
Alice, sofrendo de crise de abstinência
segunda-feira, novembro 20, 2006
Primeiras impressões de Tokyo
Todo mundo diz que o Japão é um país bonito, organizado, limpinho. Mas, minha primeira impressão é de que tudo aqui é feio e bagunçado. O trem pode andar rápido e nunca atrasar, mas por dentro ele é feio, cheio de propagandas, ao mesmo tempo em que tem monitores pra mostrar qual a próxima estação, também tem um monte de papel pendurado no teto. Fora que as estações parecem meio velhas ou, como diz minha amiga, capengas. O metrô de São Paulo ou as estações da linha de trem da marginal são muito mais bonitas.
Fora isso, em algumas ruas, como as perto da minha casa, não tem calçada. E é uma zona só, porque você tem que andar no cantinho, mas aí também passam bicicletas e carros e ainda tem o trem, que passa bem no meio da rua... é um caos! Fora o perigo... já fui quase atropelada por bicicletas muitas vezes.
Ah, sim, e as ruas de comércio parecem com a 25 de março ou a santa ifigênia. Muita gente, coisas no meio da calçada, galera te chamando pra entrar na loja. A única diferença é que não tem lixo no chão e é um pouco mais silencioso (sei lá, acho que as pessoas falam baixo, daí não fica aquele burburinho).
E fora tudo isso ainda está um frio do caralho, não tenho muitos amigos, a cerveja é cara e os bares fecham cedo (acreditam que eu fui expulsa de um bar mexicano às 20h30?).
Conclusão – já quero voltar pra casa...
Alice, completamente lost in translation
Fora isso, em algumas ruas, como as perto da minha casa, não tem calçada. E é uma zona só, porque você tem que andar no cantinho, mas aí também passam bicicletas e carros e ainda tem o trem, que passa bem no meio da rua... é um caos! Fora o perigo... já fui quase atropelada por bicicletas muitas vezes.
Ah, sim, e as ruas de comércio parecem com a 25 de março ou a santa ifigênia. Muita gente, coisas no meio da calçada, galera te chamando pra entrar na loja. A única diferença é que não tem lixo no chão e é um pouco mais silencioso (sei lá, acho que as pessoas falam baixo, daí não fica aquele burburinho).
E fora tudo isso ainda está um frio do caralho, não tenho muitos amigos, a cerveja é cara e os bares fecham cedo (acreditam que eu fui expulsa de um bar mexicano às 20h30?).
Conclusão – já quero voltar pra casa...
Alice, completamente lost in translation
quinta-feira, novembro 16, 2006
Acabada
Gente, estou descobrindo coisas muito tristes a respeito da minha saúde. Primeiro foi a notícia de que estou com Triglicérides elevado. Justo eu, que nem sabia direito o que significava Triglicérides até receber essa notícia. Eu achava que essa palavra Triglicérides só fazia parte do vocabulário de velhinhos e obesos. Minha médica falou que isso é um tipo gordura ruim que provém da (má) alimentação, e mandou eu fazer uma dieta muito cruel, que basicamente elimina todas as comidinhas gostosas e guloseimas do meu cotidiano! E agora entendo e vivo o drama do "Amanhã eu começo!".
A segunda descoberta foi a de que minhas dores de cabeça constantes são na verdade crises de enxaqueca. Justo eu, que era a pessoa mais zen do mundo. Agora vou ter que tomar um comprimido gigante que parece um M&M, e nem sei como é que aquilo vai passar pela minha garganta. Isso vai ser outra dor de cabeça.
Também tive que mandar fazer uma placa de sei lá o quê para não ranger os dentes durante a noite. Essa placa incomoda pra caramba e tenho certeza de que dormiria bem melhor sem ela. Mas fizer isso corro o risco de futuramente ter um dente trincado, ou coisa parecida.
Sabe, eu juro que tento não associar essas coisas com a idade, mas quando era mais novinha e tinha menos preocupações na vida, nada disso acontecia!
Kit
A segunda descoberta foi a de que minhas dores de cabeça constantes são na verdade crises de enxaqueca. Justo eu, que era a pessoa mais zen do mundo. Agora vou ter que tomar um comprimido gigante que parece um M&M, e nem sei como é que aquilo vai passar pela minha garganta. Isso vai ser outra dor de cabeça.
Também tive que mandar fazer uma placa de sei lá o quê para não ranger os dentes durante a noite. Essa placa incomoda pra caramba e tenho certeza de que dormiria bem melhor sem ela. Mas fizer isso corro o risco de futuramente ter um dente trincado, ou coisa parecida.
Sabe, eu juro que tento não associar essas coisas com a idade, mas quando era mais novinha e tinha menos preocupações na vida, nada disso acontecia!
Kit
quarta-feira, novembro 01, 2006
À beira da morte
Daqui exatamente duas semanas eu vou viajar. Mas a sensação é de que a vida está acabando e que eu tenho que correr contra o tempo pra fazer tudo que eu tenho vontade até lá. É ter o dia e o horário da morte marcados no calendário.
De certa forma, posso dizer que essa minha vida aqui acaba e vou começar uma outra, lá no lado oposto do mapa. Mas em vez de estar animada pela vida nova, estou é de luto pela que está no fim.
E por isso ainda não consegui arrumar nada para a viagem. Só quero sair todos os dias, ver todas as pessoas que eu gosto, como se eu nunca mais fosse vê-las. Quero ir aos lugares que eu curto e comer de tudo, como se fosse a última vez. Por conta disso, andei engordando de monte, mas também nem estou ligando. Parece que nada mais importa.
Agora, só me falta um epitáfio pra minha lápide. Alguém tem alguma sugestão?
Alice
De certa forma, posso dizer que essa minha vida aqui acaba e vou começar uma outra, lá no lado oposto do mapa. Mas em vez de estar animada pela vida nova, estou é de luto pela que está no fim.
E por isso ainda não consegui arrumar nada para a viagem. Só quero sair todos os dias, ver todas as pessoas que eu gosto, como se eu nunca mais fosse vê-las. Quero ir aos lugares que eu curto e comer de tudo, como se fosse a última vez. Por conta disso, andei engordando de monte, mas também nem estou ligando. Parece que nada mais importa.
Agora, só me falta um epitáfio pra minha lápide. Alguém tem alguma sugestão?
Alice
segunda-feira, outubro 23, 2006
Concurso de perguntas
Que pergunta você faria a alguém para revelar os podres, defeitos e esquisitices intoleráveis do sujeito? Qual seria a pergunta crucial?
A melhor pergunta será aquela que trouxer a melhor resposta. A mais relevante e desmascaradora. Ou a mais bizarra.
O autor ganha um pote de doce. Com doces dentro.
Pra inspirar, algumas das fabulosas perguntas já enviadas:
- A sua calça cobre seus fundilhos?
- Se seu filho fosse gay, de quem seria a culpa?
- Você quer comprar um rímel?
Naftalina.
A melhor pergunta será aquela que trouxer a melhor resposta. A mais relevante e desmascaradora. Ou a mais bizarra.
O autor ganha um pote de doce. Com doces dentro.
Pra inspirar, algumas das fabulosas perguntas já enviadas:
- A sua calça cobre seus fundilhos?
- Se seu filho fosse gay, de quem seria a culpa?
- Você quer comprar um rímel?
Naftalina.
sexta-feira, outubro 13, 2006
Bizarre love triangle
Funciona assim: XY quer ficar com XX, mas não é correspondido. XY* quer ficar com XY, mas também não é correspondido (XY não gosta de quem tem asteriscos). XX, por sua vez, está de olho em XY*. XY*, mesmo apreciando apenas os seres com Y, fica com XX. Mas por-quê? Por-quê?
Por que XY*, ao tomar para si o objeto de desejo de XY, ganha poder. Com esse poder, seduz XY, e XY fica com ele. XY cai nessa porque:
1. Acredita que, por extensão, terá conseguido seu objetivo inicial (XX);
2. Com isso ganha algum poder também;
3. Pelo menos sai do rolo tendo tirado casquinha de alguém.
Gente, alguém realmente acredita nisso?
Naftalina
Por que XY*, ao tomar para si o objeto de desejo de XY, ganha poder. Com esse poder, seduz XY, e XY fica com ele. XY cai nessa porque:
1. Acredita que, por extensão, terá conseguido seu objetivo inicial (XX);
2. Com isso ganha algum poder também;
3. Pelo menos sai do rolo tendo tirado casquinha de alguém.
Gente, alguém realmente acredita nisso?
Naftalina
quinta-feira, outubro 12, 2006
De gays e semi-gays
Eu preciso de um amigo gay de verdade. Porque não dá para confiar num semi-gay. Com os semi-gays é preciso estar sempre se policiando. Porque qualquer abraço a mais pode parecer um interesse escuso, e um comentário mais libidinoso sobre um bofe passando ali pode causar ciúmes. O único jeito, para uma menina, de ter uma boa relação com um semi-gay é ser assexuada. E quem é que quer isso?
Pra contextualizar: o semi-gay é o cara que todo mundo acha gay. Ele age como gay, anda como gay, dança como gay, se veste como gay, tem os trejeitos e gritinhos de gay. Mas não é gay. É claro que há níveis de semi-gays. Há quem apenas dance loucamente, como um gay. Este se encaixa no nível mínimo. Digamos: nível 1. Há quem dê pulinhos e grite "amiiiiiigaaaa" quando te encontra. Este está quase lá. Nível máximo: 5. Mas são todos semi-gays. E quando você menos espera, WHAAAM! They make a move. Querendo mostrar que não são gays coisa nenhuma. E você tem que sair correndo discretamente.
Naftalina
Pra contextualizar: o semi-gay é o cara que todo mundo acha gay. Ele age como gay, anda como gay, dança como gay, se veste como gay, tem os trejeitos e gritinhos de gay. Mas não é gay. É claro que há níveis de semi-gays. Há quem apenas dance loucamente, como um gay. Este se encaixa no nível mínimo. Digamos: nível 1. Há quem dê pulinhos e grite "amiiiiiigaaaa" quando te encontra. Este está quase lá. Nível máximo: 5. Mas são todos semi-gays. E quando você menos espera, WHAAAM! They make a move. Querendo mostrar que não são gays coisa nenhuma. E você tem que sair correndo discretamente.
Naftalina
domingo, outubro 08, 2006
Baladeira internacional
Contagem regressiva: em mais ou menos um mês me mudo por tempo indeterminado para Tokyo. Quais os preparativos? Ainda nem comecei a arrumar a mala, não fui tentar vender o carro e nem estou decorando kanjis. Mas já estou fazendo algo essencial: a listinha de lugares para ir/coisas para fazer.
Para começar, já descobri que a Amazon Japan tem site em inglês e um monte de coisas legais para comprar. Também já sei onde fica o cinema Imax de Tokyo (e que no momento dá pra ver Superman, X-Men 3 e Piratas do Caribe 2 em 3D... uhu!!!!). Fora isso, entrei em um fórum de estrangeiros e descobri as baladas indies da cidade. E sei que logo depois que eu chegar vai rolar um show do Foo Fighters. Isso sem contar o mega-festival de 3 dias e só com bandas legais que rola em julho.
Sim, no começo eu estava morrendo de medo de ir pra lá e ficar sozinha e entediada. Mas agora já comecei a achar que a viagem vai ser legal. Beeeem legal!
Alice
Para começar, já descobri que a Amazon Japan tem site em inglês e um monte de coisas legais para comprar. Também já sei onde fica o cinema Imax de Tokyo (e que no momento dá pra ver Superman, X-Men 3 e Piratas do Caribe 2 em 3D... uhu!!!!). Fora isso, entrei em um fórum de estrangeiros e descobri as baladas indies da cidade. E sei que logo depois que eu chegar vai rolar um show do Foo Fighters. Isso sem contar o mega-festival de 3 dias e só com bandas legais que rola em julho.
Sim, no começo eu estava morrendo de medo de ir pra lá e ficar sozinha e entediada. Mas agora já comecei a achar que a viagem vai ser legal. Beeeem legal!
Alice
quinta-feira, outubro 05, 2006
Propaganda direcionada
Fui numa lojinha de doces e comprei um monte de tranqueiras gordinhas. Cola bottles, dip n' lik, trident de canela, um brigadeiro cor-de-rosa, uma cocada e chocolate, chocolate, chocolate. E adivinhem a sacolinha que recebi para levar as tranqueiras?
"Contra azia, má digestão e dor de cabeça
SONRISAL
O sssom do bem-estar.
Agradecemos a preferência."
Ótemo.
Naftalina
"Contra azia, má digestão e dor de cabeça
SONRISAL
O sssom do bem-estar.
Agradecemos a preferência."
Ótemo.
Naftalina
terça-feira, outubro 03, 2006
O Idiota
O Idiota (assim, com I maiúsculo) é aquele que acha que sabe tudo, mas tudo o que ele faz é tão medíocre que chega a dar dó.
O Idiota é aquele que adora se mostrar superior, mas todos os dias ele se remói de inveja da superioridade alheia.
O Idiota se acha cool, e não é que ele é mesmo muito "cool"?
O Idiota mete o nariz onde não deve e não fala uma coisa que preste.
Mas o pior de tudo é que apesar do Idiota ser tão idiota, ele consegue deixar todo mundo P* da vida.
Mooorraaa!
Kit, cansada de tanta gente Idiota nesse mundo.
O Idiota é aquele que adora se mostrar superior, mas todos os dias ele se remói de inveja da superioridade alheia.
O Idiota se acha cool, e não é que ele é mesmo muito "cool"?
O Idiota mete o nariz onde não deve e não fala uma coisa que preste.
Mas o pior de tudo é que apesar do Idiota ser tão idiota, ele consegue deixar todo mundo P* da vida.
Mooorraaa!
Kit, cansada de tanta gente Idiota nesse mundo.
segunda-feira, outubro 02, 2006
Dancing with myself
Gente, passei um fim de semana inteiro sozinha. Tá, almoço na casa da tia, mas isso não conta. O que conta é que não vi nenhum amigo nem pretê, e mal falei com algum deles de sexta à noite até agora.
Fazia tempo que isso não acontecia, porque até há pouco tempo eu tinha uma companhia previsível e obrigatória. A intenção de sair sozinha era ficar triste, solitária, deprimida e com saudade, tremendo de vontade de usar a discagem rápida (#1) do celular. Até me torturei: fiz as coisas que a gente costumava fazer de casalzinho (cinema, paulista, pedaço da pizza com muito alho). Mas eis que... nada. Não senti nada! Nem uma tristezinha, nem uma lagriminha sequer. Não pensei no bendito nem quando entrei no primeiro lugar em que a gente foi junto (o tal pedaço da pizza). Nada, nada. Nem me senti sozinha, nem loser. Aliás, me senti ótima. Ufa. É bom não ser mais dependente.
Mas... será que, no fim das contas, me "senti ótima" rápido demais? Então será que aquela coisa toda que existia com ele não era tudo isso? Hum.
Naftalina
Fazia tempo que isso não acontecia, porque até há pouco tempo eu tinha uma companhia previsível e obrigatória. A intenção de sair sozinha era ficar triste, solitária, deprimida e com saudade, tremendo de vontade de usar a discagem rápida (#1) do celular. Até me torturei: fiz as coisas que a gente costumava fazer de casalzinho (cinema, paulista, pedaço da pizza com muito alho). Mas eis que... nada. Não senti nada! Nem uma tristezinha, nem uma lagriminha sequer. Não pensei no bendito nem quando entrei no primeiro lugar em que a gente foi junto (o tal pedaço da pizza). Nada, nada. Nem me senti sozinha, nem loser. Aliás, me senti ótima. Ufa. É bom não ser mais dependente.
Mas... será que, no fim das contas, me "senti ótima" rápido demais? Então será que aquela coisa toda que existia com ele não era tudo isso? Hum.
Naftalina
sexta-feira, setembro 22, 2006
Ninguém quer trabalhar!
Gente, que história é essa de que não tem emprego por aí? Tem, sim! O que falta é ter gente decente pra trabalhar. Eu tenho uma vaga permanente aqui. E nunca consigo preencher. Já nem posso mais contar nos dedos da mão o número de estagiários toscos que já conheci.
O último ficou dois dias. No fim do segundo, a clássica frase, pelo msn: "podemos conversar na salinha?". A desculpa foi a melhor: "eu não tô acostumado a trabalhar 8 horas. Fiquei tão cansaaaado..." Tem dó! Achei até que tinha conseguido convencer o menino a ficar, porque ele tinha potencial, que trabalho era puxado em tudo quanto é lugar mesmo, que ele tinha sorte de trabalhar num ambiente legal e tudo. Mas ontem o maldito simplesmente não apareceu, e me manda um e-mail repetindo a ladainha de que não era o ambiente ideal pra ele e nhénhénhé. Gente, que é que acontece com as crianças de hoje em dia? Era um moço de boa índole, boa faculdade (pública!), que precisava da grana porque se sustentava aqui e não tinha oportunidade melhor que essa em vista. Mesmo assim, desencanou.
O que é que acontece, meu Deus? Será que o problema sou eu? Só sei que precisamos benzer o escritório, aqui. Cada gente louca que aparece. Só pra fazer uma listinha rápida, dos mais recentes (tomara que algum deles veja isso, e se toque):
1. Preguiçoso que bateu o recorde: apenas 2 dias de permanência no cargo!
2. Semi-gay paranóico que não entendia o que eu falava e demorava 2 minutos para responder se ia almoçar ou não.
3. Heavy-metal fedida que tinha problemas de auto-estima e não aceitava críticas. Pra piorar, comia esfihas fedidas. Mais um clássico das frases ditas em auto-demissões: "Eu sei que vocês precisam de um estagiário, mas agora vão precisar de dois."
4. Cara mais velho e loser que passava as tardes no UOL Esporte e mentia que tinha feito as coisas que não tinha feito. Quando levava bronca, fazia uma cara-de-paisagem-psicopata.
5. Gordinha fefeleca e riquinha, que achava que o nosso trabalho era capitalista demais para ela. Demitiu-se por e-mail, com um "sem mais".
6. Outra heavy-metal, não fedida, mas que gastava horrores da nossa grana ligando pro celular do namorado. Como o outro, também fazia cara-de-paisagem-psicopática.
7. Engomadinho que se achava o chefe, arrastando os pés pelo escritório e fiscalizando o trabalho alheio. Chegou a pronunciar a que virou uma clássica entre a gente: "mas que baita trabalho de estagiário que me dão, hein?". Se demitiu achando que seria demitido. Hahaha.
Ai, ai.
Conhecem alguém pra indicar?
Naftalina
O último ficou dois dias. No fim do segundo, a clássica frase, pelo msn: "podemos conversar na salinha?". A desculpa foi a melhor: "eu não tô acostumado a trabalhar 8 horas. Fiquei tão cansaaaado..." Tem dó! Achei até que tinha conseguido convencer o menino a ficar, porque ele tinha potencial, que trabalho era puxado em tudo quanto é lugar mesmo, que ele tinha sorte de trabalhar num ambiente legal e tudo. Mas ontem o maldito simplesmente não apareceu, e me manda um e-mail repetindo a ladainha de que não era o ambiente ideal pra ele e nhénhénhé. Gente, que é que acontece com as crianças de hoje em dia? Era um moço de boa índole, boa faculdade (pública!), que precisava da grana porque se sustentava aqui e não tinha oportunidade melhor que essa em vista. Mesmo assim, desencanou.
O que é que acontece, meu Deus? Será que o problema sou eu? Só sei que precisamos benzer o escritório, aqui. Cada gente louca que aparece. Só pra fazer uma listinha rápida, dos mais recentes (tomara que algum deles veja isso, e se toque):
1. Preguiçoso que bateu o recorde: apenas 2 dias de permanência no cargo!
2. Semi-gay paranóico que não entendia o que eu falava e demorava 2 minutos para responder se ia almoçar ou não.
3. Heavy-metal fedida que tinha problemas de auto-estima e não aceitava críticas. Pra piorar, comia esfihas fedidas. Mais um clássico das frases ditas em auto-demissões: "Eu sei que vocês precisam de um estagiário, mas agora vão precisar de dois."
4. Cara mais velho e loser que passava as tardes no UOL Esporte e mentia que tinha feito as coisas que não tinha feito. Quando levava bronca, fazia uma cara-de-paisagem-psicopata.
5. Gordinha fefeleca e riquinha, que achava que o nosso trabalho era capitalista demais para ela. Demitiu-se por e-mail, com um "sem mais".
6. Outra heavy-metal, não fedida, mas que gastava horrores da nossa grana ligando pro celular do namorado. Como o outro, também fazia cara-de-paisagem-psicopática.
7. Engomadinho que se achava o chefe, arrastando os pés pelo escritório e fiscalizando o trabalho alheio. Chegou a pronunciar a que virou uma clássica entre a gente: "mas que baita trabalho de estagiário que me dão, hein?". Se demitiu achando que seria demitido. Hahaha.
Ai, ai.
Conhecem alguém pra indicar?
Naftalina
quarta-feira, setembro 13, 2006
Todo mundo tá feliz?
No domingo saiu uma pesquisa na Folha mostrando que 76% dos brasileiros se consideram felizes. Duvido. Acho que tem muito mais gente infeliz por aí, só que mentiu pros pesquisadores. Isso porque, atualmente parece que virou obrigação ser feliz. Dá status. Todo mundo sempre quer mostrar que tem mais que o outro e dizer que está infeliz seria se mostrar inferior.
Sou a favor de ser infeliz sem ter vergonha disso.
Eu sou e assumo.
Alice
Sou a favor de ser infeliz sem ter vergonha disso.
Eu sou e assumo.
Alice
quarta-feira, agosto 09, 2006
O mistério da minha sósia
Tudo começou no colegial, quando uns meninos que estudavam comigo foram para um colégio técnico e disseram que lá tinha uma menina igualzinha a mim.
Depois disso, várias vezes ouvi pessoas que moram perto de mim dizendo que viram uma menina que era a minha cara.
Aí, há pouco tempo, duas pessoas disseram que achavam que tinha me visto no Frei Caneca naquele sábado. Mas eu não tinha ido ao shopping nesse dia.
E essa semana fui na depilação perto de casa e a moça me disse que tem uma outra cliente que é muito parecida comigo.
E agora, quem será essa menina que se parece tanto comigo? É esquisito pensar que tem alguém que é a minha cara andando por aí... Ou seja, amigos e, principalmente, gatinhos, olhem direito antes de falar com alguém que vocês acham que sou eu!
Alice, a original, recusem imitações
Depois disso, várias vezes ouvi pessoas que moram perto de mim dizendo que viram uma menina que era a minha cara.
Aí, há pouco tempo, duas pessoas disseram que achavam que tinha me visto no Frei Caneca naquele sábado. Mas eu não tinha ido ao shopping nesse dia.
E essa semana fui na depilação perto de casa e a moça me disse que tem uma outra cliente que é muito parecida comigo.
E agora, quem será essa menina que se parece tanto comigo? É esquisito pensar que tem alguém que é a minha cara andando por aí... Ou seja, amigos e, principalmente, gatinhos, olhem direito antes de falar com alguém que vocês acham que sou eu!
Alice, a original, recusem imitações
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