- Japonês gago.
- Bêbado que dança com a bunda pra fora.
- Bêbada que cai no chão, mostra a calcinha e deixa os peitos pularem pra fora do decote.
- Homem que aparece todo sábado, usando roupa social. Coloca um laço vermelho no pescoço e tem um tique nervoso.
- Traveco.
- Galera que aparece no Speed Dating para falar por 5 minutos com 30 pessoas do sexo oposto e tentar arrumar um casamento.
Como diz minha amiga, esse bar é igual curva de rio. Pára de tudo. Trabalho mais divertido do mundo.
Alice
quinta-feira, maio 24, 2007
quarta-feira, maio 16, 2007
Me sentindo amada
Pra deixar registrado o momento de mais genuína felicidade da semana (e é só quarta-feira!).
Eu: "Me vê um cappuccino?"
... (tempo)
Moça traz o cappuccino.
Moça coloca o pote de açúcar mascavo do meu lado.
Moça: "Trouxe antes de você pedir."
Por que nem todo mundo faz seu trabalho tão bem quanto poderia? Essa moça devia ser chamada para o Aprendiz, meu Deus.
Naftalina.
Eu: "Me vê um cappuccino?"
... (tempo)
Moça traz o cappuccino.
Moça coloca o pote de açúcar mascavo do meu lado.
Moça: "Trouxe antes de você pedir."
Por que nem todo mundo faz seu trabalho tão bem quanto poderia? Essa moça devia ser chamada para o Aprendiz, meu Deus.
Naftalina.
sexta-feira, maio 04, 2007
Privacidade zero
Como é que tem gente que não se importa de expor toda a vida (sexual, até) para os colegas do escritório ou para todo que tá online no MSN?
É uma praga das secretárias que já passaram aqui pelo trampo. Ficam papeando sobre namorados e gravidezes e blablabla no telefone na frente de todo mundo. Coisas do tipo: "Ai, mas jura que aquela vaca disse isso? Ela vai ver!" ou "Com que roupa você vai? Ai, eu não posso ir direto daqui. Estou com uma roupa uó. Aquele sapatinho escarpin marrom da José Paulino, sabe? Não dá."
Quando não é por telefone, é ali no cantinho da copa, esperando a comida esquentar: "Ai, não! Claro que eu não tô grávida. Mas bem que eu queria, sabe? O Ju..."
E tem também o descaramento via MSN. As secretárias vão lá e trocam o nome delas no nick por coisas do tipo: "É hoje! Vou te ver de novo, meu amor" ou "Coração partido. Não confie em quem não te ama demais". Mas o melhor foi o nick da secretária-balofa-chata no dia em que levou um baita esporro da chefe e a gente teve certeza ela ia ser despedida: "Livre para voar".
Alguém diga para essa pessoas que ninguém tá interessado na vida delas, por favor! Ainda se falassem alguma coisa interessante!
Naftalina.
É uma praga das secretárias que já passaram aqui pelo trampo. Ficam papeando sobre namorados e gravidezes e blablabla no telefone na frente de todo mundo. Coisas do tipo: "Ai, mas jura que aquela vaca disse isso? Ela vai ver!" ou "Com que roupa você vai? Ai, eu não posso ir direto daqui. Estou com uma roupa uó. Aquele sapatinho escarpin marrom da José Paulino, sabe? Não dá."
Quando não é por telefone, é ali no cantinho da copa, esperando a comida esquentar: "Ai, não! Claro que eu não tô grávida. Mas bem que eu queria, sabe? O Ju..."
E tem também o descaramento via MSN. As secretárias vão lá e trocam o nome delas no nick por coisas do tipo: "É hoje! Vou te ver de novo, meu amor" ou "Coração partido. Não confie em quem não te ama demais". Mas o melhor foi o nick da secretária-balofa-chata no dia em que levou um baita esporro da chefe e a gente teve certeza ela ia ser despedida: "Livre para voar".
Alguém diga para essa pessoas que ninguém tá interessado na vida delas, por favor! Ainda se falassem alguma coisa interessante!
Naftalina.
segunda-feira, abril 23, 2007
Estorvo
Descobri que a coisa que mais atrapalha minha vida sao os homens. Passei uns dias de ferias deles, sem falar com nenhum mocinho, sem nem pensar em ficar com ninguem e estava trabalhando superbem, pensou melhor, tudo otimo. Dai, de repente, todos vieram atras de mim ao mesmo tempo e estragaram tudo. Perdi o trem por causa de um, fiquei acordada a noite toda por causa de outro, nao consegui fazer a materia que tinha que fazer no dia seguinte, depois ainda voltei pra casa arrasada por culpa de um terceiro e agora preciso terminar um texto e nao consigo por causa do homem mais importante de todos. Decidi. Chega de homens nessa minha vida. Vou comecar a ocupar todo o tempo que eu passo pensando neles com outras coisas mais importantes. Alem de trabalhar melhor e ganhar mais dinheiro, ainda vou parar de sofrer por casusa deles.
Alice, celibataria a partir de hoje
P.S.: Eu juro que quero fazer mesmo isso, mas daqui a pouco tenho que ir trabalhar e la so tem homem gostoso!!!!!! Acho que vou ter que ir pro trabalho sem oculos, pra nao enxergar nada!
Alice, celibataria a partir de hoje
P.S.: Eu juro que quero fazer mesmo isso, mas daqui a pouco tenho que ir trabalhar e la so tem homem gostoso!!!!!! Acho que vou ter que ir pro trabalho sem oculos, pra nao enxergar nada!
sexta-feira, abril 13, 2007
Should I stay or should I go?
Desde que eu fiquei desempregada eu andei pensando em voltar para o Brasil. Afinal, o que eu vou ficar fazendo aqui, do outro lado do mundo, sem emprego, sem dinheiro, sem onde morar? Mas aí resolvi que eu queria ficar um pouco mais aqui, porque ainda não vi o suficiente, porque ainda tem muito que experimentar, conhecer, aprender.
Fora que meus amigos daqui ficam falando para eu não ir, que aqui é bacana e que eles vão sentir minha falta se eu não estiver.
Mas aí, nos últimos dias três grandes amigos do Brasil me disseram para voltar. Não só porque eu estou perdida na vida, mas também porque sentem saudades. ? eu também sinto. Muitas, o tempo todo. E ainda não sei o que fazer. O que vocês acham?
Alice
Fora que meus amigos daqui ficam falando para eu não ir, que aqui é bacana e que eles vão sentir minha falta se eu não estiver.
Mas aí, nos últimos dias três grandes amigos do Brasil me disseram para voltar. Não só porque eu estou perdida na vida, mas também porque sentem saudades. ? eu também sinto. Muitas, o tempo todo. E ainda não sei o que fazer. O que vocês acham?
Alice
sábado, abril 07, 2007
Desespero

Essa semana fui ver as flores de cerejeiras. Fui sozinha, o dia estava meio feio e bem frio. E mesmo assim foi lindo. Muitas, muitas arvores, enquanto o vento batia as petalas caiam em cima das pessoas, tomei uma cerveja, fiquei ouvindo uns carinhas tocar um jazz... tao bonito que me deu um desespero. Porque as flores de cerejeiras duram so uma semana. E depois, so ano que vem. Ou seja, talvez seja a ultima vez que eu veja isso.... nao sei se vou estar no Japao daqui um ano e nem se um dia vou voltar pra ca na primavera. E pensar isso me deu uma tristeza tao grande. Eu quis chorar... pq as coisas tem que ser tao efemeras? Mas, por outro lado, se fosse permanente, talvez nao fosse tao bonito. Tem coisas que so sao bonitas pq acabam. As vezes, a gente precisa sentir falta pra perceber como as coisas sao importantes.
Alice
P.S.: nao tem acento pq to no cyber cafe e ai o teclado e em japones...
domingo, abril 01, 2007
O Japão não conhece o Uruguai

Sério mesmo. Ontem apresentei um amigo uruguaio para uma amiga japonesa e ela perguntou onde é que ficava esse tal país. E esse mesmo amigo disse que aqui no Japão já falaram até "Uruguai, aquele país da África?".
Fiquei chocada. Porque pra mim o Uruguai sempre foi logo ali e Montevidéu sempre me pareceu tão grande quanto Lima ou La Paz. Nunca imaginei que alguém pudesse não saber onde ficava o país - se ainda fosse Guiana Francesa ou Myanmar.
E ainda fiz o teste. Argentina, Peru e Chile a minha amiga conhece. Não consegui chegar a uma boa teoria sobre o porquê disso. Alguém sabe me explicar porque o desprezo pelo Uruguai?
sexta-feira, março 23, 2007
Livre, leve e solta
Pedi demissão. Semana que vem é a minha última nesse trabalho. E, pela primeira vez na vida, fico assim, tão perdida - do outro lado do mundo, sem emprego, sem casa pra morar, sem saber o que vai ser de mim amanhã.
Mas, quer saber? Até que estou feliz com isso. Dá uma certa leveza pensar que eu posso fazer o que quiser. Trabalhar de garçonete, apertando parafusos, dando comida pros pandas (esse é o emprego dos meus sonhos!)... e, se nada der certo, ainda posso voltar pro Brasil. Ou, quem sabe, importar o know-how brasileiro e abrir um novo negócio no Japão. Tipo limpar vidro de carros, fazer malabarismo no sinal ou sair perguntando ´você gosta de poesia´? Enfim... pela primeira vez eu sei que posso ser o que eu quiser. O que é bonito, mas também assustador.
Alice
Mas, quer saber? Até que estou feliz com isso. Dá uma certa leveza pensar que eu posso fazer o que quiser. Trabalhar de garçonete, apertando parafusos, dando comida pros pandas (esse é o emprego dos meus sonhos!)... e, se nada der certo, ainda posso voltar pro Brasil. Ou, quem sabe, importar o know-how brasileiro e abrir um novo negócio no Japão. Tipo limpar vidro de carros, fazer malabarismo no sinal ou sair perguntando ´você gosta de poesia´? Enfim... pela primeira vez eu sei que posso ser o que eu quiser. O que é bonito, mas também assustador.
Alice
quinta-feira, março 15, 2007
Pode ver Playboy?
Eu acho Playboy uma coisa engraçada. É legal folhear de vez em quando. Faz um tempinho, ficamos eu e o meu moço vendo o piercing na bendita (lá mesmo) da Karina Bacchi. É claro que eu ficava comentando que ela era tosca e que "Essa eu não pegava de jeito nenhum". Ele não tinha a mesma opinião, claro. Mas nós dois concordamos que preferimos, de longe, a Angelina Jolie ou a Natalie Portman. Então fui saber que tem quem ache um absurdo o respectivo ficar vendo foto de mulher pelada em revista, a ponto de dar chilique.
Daí eu tava matutando sobre isso e, como sempre acontece, aparece alguém discutindo sobre algo parecido pra confirmar ou refutar o que eu tava pensando. O segundo caso é: dar notas para as meninas na rua. É cretino e muito coisa de menino, mas eu aceito, e acho engraçado: "Top 5 às minhas duas horas". Ainda não sei se isso me incomoda ou não, mas não ligaria muito se o meu moço fizesse a mesma coisa. É claro que tem níveis. Quando estiver andando comigo, pode até concordar com o amigo que a fulana que passou do outro lado da rua fica no top 10 de peitos, mas por favor não vá comentar que "baita peito gostoso". Humpft.
Naftalina
Daí eu tava matutando sobre isso e, como sempre acontece, aparece alguém discutindo sobre algo parecido pra confirmar ou refutar o que eu tava pensando. O segundo caso é: dar notas para as meninas na rua. É cretino e muito coisa de menino, mas eu aceito, e acho engraçado: "Top 5 às minhas duas horas". Ainda não sei se isso me incomoda ou não, mas não ligaria muito se o meu moço fizesse a mesma coisa. É claro que tem níveis. Quando estiver andando comigo, pode até concordar com o amigo que a fulana que passou do outro lado da rua fica no top 10 de peitos, mas por favor não vá comentar que "baita peito gostoso". Humpft.
Naftalina
White Day, dia de voltar a ser adolescente

Minha mesa no trabalho no fim do White Day
No Japão é assim: no Valentine´s Day as meninas dão chocolate para os meninos (para os paqueras e para os amigos, mas quando tem um interessa a mais no mocinho, o chocolate é mais caprichado).
Aí, um mês depois, em 14 de março, os meninos retribuem e dão chocolates para as meninas (dizem que quando o chocolate é branco tem algum interesse. Eu ganhei um... será que significa alguma coisa?).
Eu fico meio revoltada, pq a mulher tem que mostrar primeiro que está interessada e passar um mês inteiro esperando para ver se o carinha vai dar algum presente pra ela...
Mas, enfim... eu ganhei um montão de chocolates, recebi um até pelo correio. Só que justo o carinha de quem eu esperava ganhar um chocolatinho (de preferência branco), não me deu nada!!! Fiquei frustradíssima... e me sentindo com 15 anos de novo... brava com o moço pq ele não me deu chocolate. Até falei que nunca mais ia querer nada com ele... Não que eu esteja apaixonada ou coisa assim, mas achei que ele me daria um presentinho nem se fosse por consideração ou só como amiga. Mas depois eu vi como eu estava sendo retardada e parei com essa babaquice. Agora, a minha preocupação é não comer todo o chocolate de uma vez pra não virar uma gorda espinhenta (porque aí sim nenhum mocinho vai me dar presentes).
Alice
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Você já viu isso no Brasil?
(ou em qualquer outro lugar do mundo que não seja o Japão?)
The sudden death of a Hokkaido pediatrician who reportedly worked more than 100 hours of overtime in a month has been recognized by the Hokkaido Labor Bureau as a case of karoshi, or death from overwork, it was learned Friday.
The man died from heart disease at his home on Oct. 6, 2003. He was 31 years old.
http://www.yomiuri.co.jp/dy/national/20070224TDY03006.htm
Eu não... assustador é que tem até uma lei que regulamenta quais são as condições em que se pode dizer que alguém morreu por excesso de trabalho (se não me engano, é se ela fez mais de 80 horas extras no mês anterior à morte). Melhor ser meio vagabundo, pobre, mas feliz, do que trabalhar feito louco, ficar rico, mas morrer com 31 anos.
Concordam comigo?
Alice
The sudden death of a Hokkaido pediatrician who reportedly worked more than 100 hours of overtime in a month has been recognized by the Hokkaido Labor Bureau as a case of karoshi, or death from overwork, it was learned Friday.
The man died from heart disease at his home on Oct. 6, 2003. He was 31 years old.
http://www.yomiuri.co.jp/dy/national/20070224TDY03006.htm
Eu não... assustador é que tem até uma lei que regulamenta quais são as condições em que se pode dizer que alguém morreu por excesso de trabalho (se não me engano, é se ela fez mais de 80 horas extras no mês anterior à morte). Melhor ser meio vagabundo, pobre, mas feliz, do que trabalhar feito louco, ficar rico, mas morrer com 31 anos.
Concordam comigo?
Alice
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Uma hipocondriaca no primeiro mundo

Hoje troquei o trabalho pelo hospital. Acordei me sentindo meio mal e resolvi tentar ir ao médico por aqui. Achei um International Catholic Hospital, que tem médicos que falam inglês - tinha que ser assim, pq pra eu explicar meus sintomas em japonês não rola. Fui lá e... ADOREI!
Primeiro, a recepcionista foi superlegal e atenciosa e fez na hora um cartão do hospital pra mim. Chique demais. Daí, fiquei esperando o médico me chamar. Demorou, mas acho que é porque só um dos médicos falava inglês. Quando ele me atendeu, foi superfofo também. E aí mandou eu fazer exame de sangue e urina. Fui no andar debaixo, tirei sangue (e a moça fez muito bem, não doeu nem ficou roxo) e ganhei um copinho de papel, igual de café, para fazer xixi. Dentro do próprio banheiro tem uma janelinha. Vc enche o copinho, bota na janelinha e alguém pega do outro lado. Quarenta minutos depois o resultado já estava pronto. Voltei no médico, que foi ainda mais fofo, me explicou tudo direitinho, ainda ficou puxando papo comigo sobre o Brasil e porque meu sobrenome era japonês. E aí me receitou cinco remédios, um para cada sintoma, e me deu uma pastinha.
Fui até o caixa, porque agora era hora de pagar a conta, e moça me ensinou: toda vez que eu ganhar a pastinha, coloco ela em um escaninho no balcão, espero cinco minutos, ninguém vai dizer nada, mas depois desse tempo eu vou até um caixa eletrônico que tem do lado do balcão, coloco meu cartão e aí a máquina já me diz quanto eu tenho que pagar. Fiz tudo isso, enfiei notas e moedas na máquina (também podia passar o cartão de crédito se quisesse), recebi meu troco e meu recibo.
Depois disso, atravessei a rua e entrei na farmácia com a receita que o médico me deu. A moça pegou o papel, me fez esperar um pouco e me deu um envelope, com a quantidade certinha de compridos que eu preciso para os cinco dias de tratamento, uma caderneta tipo a de vacinação, falando quais remédios eu tomei hoje, e um papel (esse aí do lado), com fotos dos remédios, pra que serve cada um e como eu devo tomar. Fala se não é muito bom?
Eu nunca saí tão feliz do médico! E com certeza antes de ir embora vou ter que ficar doente de novo, só para poder usar meu cartão do hospital!
Alice, doente, mas feliz
P.S.: esqueci de contar o que eu tenho. É infecção intestinal e urinária. Devo ter comido algo podre que fez mal pro corpo inteiro. Afe!
terça-feira, fevereiro 20, 2007
Promessa de ano novo chinês

Domingo começou o ano 4705 segundo o calendário chinês. Então, vou aproveitar a oportunidade para fazer uma promessa de ano novo. Até o fim do ano do javali, não vou mais beber feito louca. Chega de acordar de ressaca, cheia de hematomas e sem lembrar de metade da noite. Sabe quando a galera que tava na festa com você começa a contar as coisas e você não tem a menor idéia de que aquilo aconteceu? Pois é... não quero mais isso!
Então, tá feita a promessa. E se eu voltar a beber aquele tanto todos meus amigos podem me dar um beliscão na bunda, um tapa na cara e ainda me deixar de castigo num canto.
Alice
P.S.: Não é nada disso que vocês estão pensando. Não fiz nada de (muito) errado ou envergonhante. Mas acho péssimo ter amnésia alcóolica. E ainda ficar com dor de estômago pro resto da semana e com suas roomates querendo te expulsar porque já fazem três dias desde a festa e a casa continua com cheiro de cinzeiro...
E esse cartaz está em chinês e não em japonês, antes que me perguntem o que está escrito.
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
O país que odeia estrangeiros
Imaginem uma pessoa entrando em um café, uma lanchonete ou uma loja de qualquer coisa no Brasil e falando com sotaque, explicando que não é brasileira. A primeira reação do vendedor seria perguntar de onde a pessoa é e querer puxar papo, não? No Japão, quando alguém diz que não é japonês, principalmente se tem cara de japa igual eu, o pessoal trata mal.Quando eu digo esse tipo de coisa, tem gente que acha que eu estou exagerando ou que eu é que não gosto do Japão. Mas, essa revista aí mostra que o pessoal aqui realmente não quer saber de gaijins.
O nome da revista é "Os crimes mais incríveis cometidos por estrangeiros – arquivo 2007". E uma das chamadas são aspas do chefe de polícia do Japão dizendo: "neste ano, todos seremos vítimas dos estrangeiros!".
Parece piada, mas é sério. Comprei a revista, vai virar matéria aqui no jornal em que eu trabalho. Ela faz um top 10 dos piores crimes cometidos por estrangeiros durante o ano, fala de brasileiros, americanos, chineses, coreanos, colombianos, peruanos… Faz até uma reconstituição em mangá dos crimes. E todos os estrangeiros têm cara de maus, muito maus, quase zumbis. Fiquei chocada. O pior é que ela é vendida em qualquer lugar, eu comprei numa livraria estilo FNAC. Mas também tem em lojas de conveniência. Já estou imaginando os japoneses lendo isso e morrendo de medo de qualquer estrangeiro que chegue perto.
E aí hoje, com a revista em mãos, eu virei para os meus colegas de trabalho e perguntei: se não somos bem-vindos e se os japoneses nos odeiam tanto, o que a gente tá fazendo aqui? Ninguém soube me responder…
P.S.: Tenho que me retratar… a capa é escandalosa, as matérias são sensacionalistas, mas nas páginas preto e branco tem textos falando que talvez a culpa por tantos crimes seja da sociedade japonesa, que trata os estrangeiros de países subdesenvolvidos como escravos. Até que o editor pode ter vontade de abrir uma discussão sobre a situação dos estrangeiros, mas quem lê, só lê mesmo as partes sensacionalistas, coloridas, as novelizações dos crimes, e fica com uma impressão horrível!
Alice
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Rumo ao serengueti
Quero ir pro Serengueti. Viver numa savana africana deve ser muito mais fácil. Lá você sabe quem é predador, quem é presa, quem é o que de quem. Sabe como lidar com todos: do leão você foge, ou ele te come. Pra hiena você não ri, ou ela te persegue. Os crocodilos você deixa quietinhos lá tomando sol, e não provoca. Dos elefantes não precisa ter medo: é só ter cuidado pra não ser pisado ou esmagado por uma bundona, e ficar longe se eles disparam a correr por algum motivo.
Mas o mais importante de tudo é que lá leão é leão e pronto. Não finge ser gnu ou zebra. Para caçar ele tem estratégia; se esconde, vem de mansinho e depois dispara. Mas não engana ninguém. Não tem mistério, não tem joguinho, não tem nem como um bicho ser falso pra outro bicho. Se o leão aparece, ele te come, e pronto. Morreu. Ele tampouco vai dar só uma mordidinha e ir embora experimentar outros sabores de carne. Você vira um bifão, não tem choro. Acabou, e vai pro céu.
O Serengueti é a interface mais WYSIWYG* que existe! Quero ir pra lá.
Naftalina.
*What you see is what you get.
Mas o mais importante de tudo é que lá leão é leão e pronto. Não finge ser gnu ou zebra. Para caçar ele tem estratégia; se esconde, vem de mansinho e depois dispara. Mas não engana ninguém. Não tem mistério, não tem joguinho, não tem nem como um bicho ser falso pra outro bicho. Se o leão aparece, ele te come, e pronto. Morreu. Ele tampouco vai dar só uma mordidinha e ir embora experimentar outros sabores de carne. Você vira um bifão, não tem choro. Acabou, e vai pro céu.
O Serengueti é a interface mais WYSIWYG* que existe! Quero ir pra lá.
Naftalina.
*What you see is what you get.
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Suicídio no trem
Ontem eu estava voltando para casa de trem no final da tarde quando de repente ele pára. Eu entendi que tinha acontecido um terremoto e por isso duas linhas foram paralisadas. Como o cara não falou quanto tempo ia ficar parado e nem disse que logo voltaria, eu resolvi sair do trem e dar uma volta, tomar um café... As linhas só voltaram a funcionar uma hora depois. Fiquei pensando que era um baita de um terremoto e quando cheguei em casa fui checar se não tinha nada caído ou quebrado. Mas, depois, descobri que eu tinha entendido errado. Não era terremoto (jishin) e sim um acidente humano (jinshin jikko): ou seja, alguém pulou na linha do trem e demorou uma hora para conseguirem recolher os pedacinhos do corpo...
Se pensar bem, uma hora até que é pouco. No Brasil demoraria bem mais para voltar a funcionar se alguém se jogasse na frente do metrô. Por outro lado, aqui já é tão comum as pessoas se matarem desse jeito que o pessoal já tem prática em recolher corpos na linha. Aliás, o que mais tem no Japão é suicídio. Até criancinha se mata...
Acho que todo japonês deveria ser obrigado a tomar Prozac pra ficar menos neurótico!
Alice
Se pensar bem, uma hora até que é pouco. No Brasil demoraria bem mais para voltar a funcionar se alguém se jogasse na frente do metrô. Por outro lado, aqui já é tão comum as pessoas se matarem desse jeito que o pessoal já tem prática em recolher corpos na linha. Aliás, o que mais tem no Japão é suicídio. Até criancinha se mata...
Acho que todo japonês deveria ser obrigado a tomar Prozac pra ficar menos neurótico!
Alice
sábado, janeiro 27, 2007
Há um pouco de Garota Enxaqueca em todas nós
Conversa com um amigo semi-canalha (mas bacana), no msn.
Eu: Argh, isso que você falou é "muito homem".
Ele: E é?
Eu. Claro. Mas não tome como um elogio, como se eu tivesse te chamando de "muito homem", "macho pra chuchu", essas coisas.
Ele: Haha. Claro que não. Eu não sou petulante a ponto de achar que isso seria um elogio. Principalmente vindo de você.
Eu: ....?
Ele: Se você dissesse algo do tipo, normalmente seria seguido de uma crítica.
Eu: Irc! Essa é a imagem que eu passo?
Ele: Sim, é. Mas no bom sentido.
Eu: ...
Ele: Vá lá. É melhor que a minha imagem.
Eu: Isso é.
Naftalina.
P.S. Saudades de a GE ficar pentelhando a gente.
Eu: Argh, isso que você falou é "muito homem".
Ele: E é?
Eu. Claro. Mas não tome como um elogio, como se eu tivesse te chamando de "muito homem", "macho pra chuchu", essas coisas.
Ele: Haha. Claro que não. Eu não sou petulante a ponto de achar que isso seria um elogio. Principalmente vindo de você.
Eu: ....?
Ele: Se você dissesse algo do tipo, normalmente seria seguido de uma crítica.
Eu: Irc! Essa é a imagem que eu passo?
Ele: Sim, é. Mas no bom sentido.
Eu: ...
Ele: Vá lá. É melhor que a minha imagem.
Eu: Isso é.
Naftalina.
P.S. Saudades de a GE ficar pentelhando a gente.
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Mudança de sexo no Japão
Hoje descobri que existem 70 mil transgêneros no Japão. Bastante para um país tão cheio de preconceitos (para vcs terem uma idéia, aqui um casal gay NUNCA anda de mãos dadas na rua).
Mas o melhor mesmo foi descobrir quais são as exigências para um transgênero mudar os documentos...
A person may change their gender on the koseki if they are above 20 years old; are presently single; have no child; have no testicles or have persistent lack of testicular function; and have genitalia with similar appearance to that of the opposite gender.
Imagina o cara que fez a mudança de sexo mostrando a genitália pro juiz... Isso sim é FREAK.
Matéria completa aqui: http://search.japantimes.co.jp/cgi-bin/fl20070123zg.html
Alice
Mas o melhor mesmo foi descobrir quais são as exigências para um transgênero mudar os documentos...
A person may change their gender on the koseki if they are above 20 years old; are presently single; have no child; have no testicles or have persistent lack of testicular function; and have genitalia with similar appearance to that of the opposite gender.
Imagina o cara que fez a mudança de sexo mostrando a genitália pro juiz... Isso sim é FREAK.
Matéria completa aqui: http://search.japantimes.co.jp/cgi-bin/fl20070123zg.html
Alice
terça-feira, janeiro 23, 2007
Há pessoas puras na China
Vi essa notícia e lembrei de vocês (mais especificamente, da Mulher do Padre). Dá até vontade de acreditar na bondade das pessoas. Coisa fofa.
Ladrão devolve celular após SMS comovente
Naftalina.
Ladrão devolve celular após SMS comovente
Naftalina.
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Um subordinado para amar
Subordinado é uma palavra hostil, mas eu acho engraçado falar assim e ainda não achei coisa melhor. Pois: eu vivo reclamando pra vida de como é difícil encontrar gente pra contratar, certo? Afe, casa pessoa louca, cada gente burra e cada gente até... fedida. Mas há subordinados que são tudo de bom e fazem do escritório um lugar mais lindo e feliz. E achei que valia a pena mencionar algumas coisinhas pra todo mundo imitar e fazer do mundo um lugar mais lindo e feliz também. Lá vai:
1. O subordinado do bem é seu amigo. Ele vai ali na conveniência comprar Smirnoff Ice com você, te arruma VIP pra balada, mas não confunde as coisas. Conta milhões de piadas (sarcásticas!) no MSN, mas vai trabalhar quando precisa.
2. Ele usa roupas legais, é fofo e deixa o ambiente visivelmente agradável. (Tá, é fútil. Mas se for pra olhar todos os dias para alguém, melhor que seja assim, não?)
--> e por último, o mais fantástico e raro de todos os hábitos, e o que inspirou este post:
3. Se ele vê que você está preocupada com o resto da equipe (e em mantê-la), te chama de canto para dizer o quanto está gostando de trabalhar ali. Diz que adora o trabalho, adora a equipe e que pretende continuar com você para sempre! (Tá, exagero meu. Mas é mais ou menos por aí). Tudo pra deixar o clima mais tranquilo, para que você saiba que pode contar com ele.
Ai, ai.
E viveram felizes para sempre e não toco mais nesse assunto. Ufa.
Naftalina,
que acha que é chefe (principalmente semi-chefe) que sofre mais.
1. O subordinado do bem é seu amigo. Ele vai ali na conveniência comprar Smirnoff Ice com você, te arruma VIP pra balada, mas não confunde as coisas. Conta milhões de piadas (sarcásticas!) no MSN, mas vai trabalhar quando precisa.
2. Ele usa roupas legais, é fofo e deixa o ambiente visivelmente agradável. (Tá, é fútil. Mas se for pra olhar todos os dias para alguém, melhor que seja assim, não?)
--> e por último, o mais fantástico e raro de todos os hábitos, e o que inspirou este post:
3. Se ele vê que você está preocupada com o resto da equipe (e em mantê-la), te chama de canto para dizer o quanto está gostando de trabalhar ali. Diz que adora o trabalho, adora a equipe e que pretende continuar com você para sempre! (Tá, exagero meu. Mas é mais ou menos por aí). Tudo pra deixar o clima mais tranquilo, para que você saiba que pode contar com ele.
Ai, ai.
E viveram felizes para sempre e não toco mais nesse assunto. Ufa.
Naftalina,
que acha que é chefe (principalmente semi-chefe) que sofre mais.
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