quarta-feira, outubro 31, 2007

Ecochatice

Vou ao banheiro na empresa X. Naquele porta-toalhas-de-enxugar-a-mão, um adesivo:

"UMA TOALHA É SUFICIENTE."

Ok, tá certo, penso eu. Não preciso desperdiçar papel à toa. Quando viro para o espelho, outro adesivo:

"COM A MESMA TOALHA QUE VOCÊ ENXUGOU AS MÃOS, LIMPE A PIA."

Olha, que boa idéia, não é mesmo? Assim o banheiro fica sempre limpinho! Só que... a pia tá encharcada! Quando eu tento enxugar a pia com a toalhinha de papel (que já está molhada e não seca mais coisa nenhuma), acabo só espalhando a água e molhando de novo a minha mão. Mas tudo bem, ok, penso eu. Não preciso secar a mão. Basta chacoalhar um pouquinho e o meio-ambiente agradece. A pia não ficou tão seca assim, mas com o tempo seca sozinha.

Vou jogar fora o papel-toalha e...

"APENAS LIXO NÃO RECICLÁVEL."

Eita! Papel molhado é reciclável ou não é? Bom, mas não tem outro lixo. Deve ser aqui, mesmo.
Saio batendo as mãos na minha perna (para secar) e, em cima do interruptor:

"ANTES DE SAIR, OLHE PARA TRÁS. ESTÁ TUDO LIMPO E ARRUMADO?"

Argh!!!


Naftalina.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Minha foto nos tablóides

Depois de dois livros do James Ellroy na sequência (Crime Wave e My Dark Places) comecei a pensar seriamente em quais são as minhas chances de ser sequestrada e morta por algum maluco. Fiquei com medo. Eu vou a bares, às vezes sozinha. Fico bêbada. Converso com pessoas desconhecidas. Posso conhecer algum cara que pareça superlegal e sair do bar com ele. Posso ser estuprada e morta em alguma ruazinha escura. Meu corpo seria jogado no meio de alguma plantação, numa rodovia ou no cemitério de Roppongi. O assassino seria um estrangeiro, com passagem marcada pro seu país no dia seguinte. Nunca seria achado. Meu nome ia entrar pra lista de crimes não solucionados. A foto do meu corpo ia ser publicada no Agora e censurada pela TV japonesa. Fiquei com mais medo quando lembrei de duas ocasiões em que isso poderia realmente ter acontecido.
Talvez eu achasse glamuroso virar um famoso caso de assassinato, mas ainda assim acho que vou parar de beber sozinha e falar com estranhos. Acho que estou ficando meio pirada.

Alice

segunda-feira, outubro 15, 2007

Duas coisas muito japas

1. Agradecer exaustivamente por qualquer coisa, por mais besta e insignificante que seja. Até nos momentos mais íntimos, como ir ao banheiro, acontece o seguinte: termina o papel higiênico e vem escrito no rolinho "毎度ありがとうございます" (maido arigatougozaimasu), que seria o nosso "Muito obrigado pela preferência". Scary.

2. Alimentar manias e neuroses com invenções meigas e bizarras. A mais recente foi um chaveirinho com bolhinhas que imitam o plástico bolha. A diferença é que você pode estourá-las ad infinitum!!! Adorei e quero um! Vejam aqui: http://www.asovision.com/putiputi/movie.html

Kit

quinta-feira, outubro 04, 2007

ELLEN!

(Trriiim de telefone)

- (atendo com meu nome)
- ellen!
- ellen?
- ellen!
- quem?
- ellen!
- não é ellen, é (meu nome).
- ellen!
- cara, vc tá ligando erradooo!!!
- ligando errado? aí não tem ellen?
- não.
- então me passa pra recepção.
- eu não sei como. liga no ramal tal.
- é assim assado. liga lá.
- ...

Arghquegentemaleducada.

Naftalina.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Namoro 2.0

Gente, eu adoro o excel. E depois que descobri o Google docs and Spreadsheets não consigo mais viver sem. Tenho doc de anotação de coisas pra comprar, planilha de gastos do mês, diário de dor de cabeça... Tudo online, acessível de qualquer lugar.

E como o bofe também um baita nerd, a gente vivia se mandando e-mail para combinar as coisas da semana e do fim de semana. Daí que TCHARAM! resolvemos criar uma planilha online com a programação de coisas a fazer, separada por dia e tipo. Daí a gente pode ficar atualizando, acrescentando várias coisas e comentando, tudo ao mesmo tempo. Ele sugere um filme da mostra, eu coloco um comentário na frente, e posso vetar ou aprovar.

Não é lindo? Ou eu tô muito nerd?

Naftalina.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Cocô mobile matinal

Ok. Mais um da série sobre colegas de trabalho toscos e adoráveis.

Todo dia de manhã eu chego, como meu pãozinho e depois vou escovar dente e dar uma ajeitada no cabelo, que esqueci de pentear antes de sair. Daí eu ouço, vindo de uma das cabininhas:

"...mas foi isso. Cheguei aqui umas oito e quinze. ... Não, não demorou muito. ... Vou sair e começar a trabalhar agora. Tem muita coisa hoje. ... Ah, eu também. Beijo. .... [CHUÁÁÁÁÁÁÁ DE DESCARGA] Tá bom. ... Eu também. Se cuida. Me liga. ... Tchau."

Daí seguem mais uns 15 telefonemazinhos românticos durante o dia. E como essa coleguinha é muito adorável, nós gostamos de imaginar alguns temas de conversa para ela ter assunto com o namorido:

"Ai, cai meu post-it."
"Irc! Queimei a língua com o café."
"Ui, tô me limpando agora."

Naftalina.

segunda-feira, setembro 03, 2007

As pessoas mudam

Nem sei se isso merecia um post, mas queria contar pra vocês. Eu sei que as pessoas mudam, e isso é bom. E mudam mais ainda quando conhecem outras pessoas e/ou começam a namorar com elas. O que me irrita é que as pessoas mudem a ponto de abandonar as coisas de que mais gostavam. E não admitam. Porque o mais fácil é falar que estão gostando de ser chatas assim. Sabem?

Tipo: tem esse amigo que sempre gostou de músicas bacanas e Bjork, por exemplo. E de repente, com esse afã todo de comprar ingressos, ele vem falar que não quer ir no Tim Festival. Provavelmente por que tá namorando uma menina que não tá nem aí pra isso nem para coisa alguma. E reparem: não é que ele não vá porque a moça não quer (isso seria demais para ele admitir), Ele fala que não quer. E é capaz até que, de tanto falar isso para os outros, ele chegue a acreditar nisso.

Pode?

Se eu estiver mudando assim (de novo, porque eu sei que já fiz isso antes), alguém me dê um peteleco no ouvido.

Naftalina.

quinta-feira, agosto 30, 2007

Tomei um champange de 3 mil dólares...

... e não achei a menor graça. Um cara chegou no bar com duas minas, hostess/putas/drink back girls (um dia escrevo sobre elas), e pediu um Dom Perignon Gold. Três mil dólares. Eu servi, abri a garrafa (com todo cuidado para não quebrar algo que valia mais do que meu salário) e ele me disse pra pegar uma taça e brindar com eles. Tomei e achei que não é tão melhor que qualquer espumante de ano novo. Tá certo que em geral eu não sou muito fã de champagne, mas não consegui reconhecer nada nesse aí que faça valer o preço. Claro que o cara não dá a mínima pra bebida. Ele só queria comer as minas e eles nem terminaram a garrafa e foram embora (para um hotel/motel, imagino).
O que me faz pensar: será que existem bebidas que realmente valem esse preço absurdo ou será que elas só servem para ajudar os homens a impressionar as mulheres fúteis?

Alice

terça-feira, agosto 28, 2007

Velha demais para essas coisas II

Eu liguei. Duas semanas atras. Ele disse "Estou trabalhando, bastante ocupado, mas jah estou com vontade de te ver de novo" (WTF???) ao que eu respondi "Tah, enão quando vc quiser, me liga e me chama pra sair"

Ele nao ligou. Eu também não. A girl can only take so much. Fui numa balada, fiquei com outro carinha, tentamos sair de novo, nao deu certo mas não importa. A fila andou.

Aih hoje eu recebo um email do primeiro fulaninho. Me ENCAMINHANDO um email de uns amigos em comum chamando pra sair. (Fuck Off!!!)

E assinando com "eu sumi, mas não esqueci"

Devo mandar ele a merda, certo? Alguem tem alguma objeção quanto a isso?

Monica

quinta-feira, agosto 09, 2007

Velha demais pra essas coisas

Sabe quela história? O cara não liga, aih você sabe que não deve ligar, mas fica morrendo de vontade de ligar mesmo assim e perde horas e dias grudada no telefone esperando o bendito telefonema? Checa de cinco em cinco minutos se seu celulat tah com bateria, se não tem msg de texto ou de voz nova? E o filho da puta não liga?

Aih você consegue, depois de um hercúleo esforço de vontade, não ligar, decide de vez que não vai ligar esquece que o fulaninho esxiste e jah começa a pensar em partir pra outra?

Aih o filho da puta liga. ÓDIO MORTAL!!! "To ligando só pra saber como você tah. vc tah legal? que bom! Então essa semana não te liguei pq tava trabalhando/fiquei doente/parente morreu/insira aqui sua desculpa esfarrapada favorita. Mas assim que eu resolver isso te ligo e a gente combina de sair ok?"

e o processo começa todo outra vez...

Isso quando você não cede e acaba ligando. Ou pior, mandando um email/torpedo/sinal de fumaça dizendo (talvez em outras palavras, ou com mais enrolação): "me liga".

Não dá vontade de bater com a cabeça na parede?

Monica, batendo a cabeça na parede

domingo, julho 29, 2007

Deu pau...

... no meu cérebro! Ele fazia tanto esforço na hora de dar um "switch" pra trocar de um idioma pro outro que agora tem vezes que ele desencana de funcionar. Escrevi num email pra uma amiga que tenho que "salvar dinheiro"; disse a um amigo que ele tava ficando mais "confidente"; e outro dia fiquei indecisa na loja e falei que ainda "não tinha feito a minha mente".
Já terminou o curso intensivo de japonês, e melhorar que é bom, nada.
Em vez disso, tenho me aperfeiçoado em outras línguas que dão ainda mais nó na minha cabeça.
Querem ver uns exemplos?
Em espanhol, chutar é "bater", e dar uma porrada é "dar um puñetaso"(!). Daí bater punheta é "volar o cometa" (algo do tipo "fazer o cometa voar", hahaha!). Bolo é "pastel", torta também é "pastel" e pastel é... ah, lá não tem pastel. Xícara é "taza", taça é "copa", copo é "vaso".
No português de Portugal, se algo não tem graça diz-se que "não tem piada". E se é muito legal, "é muito giro". Gay é "paneleiro" (porque os gays são muito barulhentos, sabe). Brega é "piroso". Ah! E em espanhol não existe um equivalente pra brega... isso explica muita coisa.
Voltando ao português, vassoura é "esfregão", e adivinhem quem é a mulher do esfregão? A esfregona, é claro! Significa esponja. Será que lá o Bob Esponja chama "Bob Esfregona"?

Kit, direto da Torre de Babel.
P.S. Se eu lembrar de mais alguma, posto aqui ;)

segunda-feira, julho 23, 2007

As mulheres mais toscas do mundo

Cada dia fico mais puta com as mulheres japas. Não é que elas sejam patricinhas e burras, acho q elas são mesmo é retardadas.

1 - Usam quilos de maquiagem (nenhuma sai na rua sem se maquiar, mesmo minhas amigas passam 4 tipos de máscara e 5 cores de sombra - ao mesmo tempo - só pra ir até a farmácia). Mas têm os dentes horríveis.

2 - Usam salto alto mas não sabem andar... têm as pernas tortas e pisam completamente torto, sempre parece que elas vão cair de cima do saltão.

3 - Amigo do meu amigo conheceu uma mina na internet. Antes de se verem pessoalmente, ela pergunta: vc quer ser meu namorado? O cara diz: não! E a próxima mensagem é: vc tem algum amigo que queira?

4 - Duas minas de uns 20 e muitos anos (se bobear, mais velhas que eu) aparecem no bar sempre com a mesma cor de roupa, sobem no sofá e ficam dançando, fazendo uma coreografia ridícula, sempre a mesma, que passaram a semana inteira ensaiando. E dia desses um cara perguntou pra uma delas se ela conhecia a música que estava tocando. Ela disse: sim, é minha música preferida. E ele perguntou quem era o artista. Ela: não sei.

5 - As mulheres nunca pagam a conta. Pedem uma bebida e se não tem nenhum amigo por perto pra pagar pra elas, elas simplesmente não abrem a carteira e dizem q vão pagar depois. E eu tenho que ir cobrar o dinheiro dos caras. Se o cara está dormindo, elas são capazes de acordá-lo só pra pedir dinheiro.

6 - Uma mina q trabalha comigo me mostra um anel: fiz meu namorado comprar pra mim, pq ele nunca gasta dinheiro comigo, sempre fala q não tem dinheiro. Mas estou meio puta pq fui checar e custou só 15 mil ienes (uns 300 reais).

7 - Mina 1: meu namorado não quer que eu trabalhe como hostess! Mina 2: então fala q ele deveria trabalhar mais e te dar dinheiro pra vc não ter que trabalhar com nada!!!

Alice, feliz por não ser japonesa

quinta-feira, julho 05, 2007

Search tools addicted

Já faz pelo menos uns dez anos que eu não sei mais como seria viver sem internet. Primeiro, era para conversar com pessoas e checar as novidades sobre coisas nerds. Depois, viciei em ler notícias, procurar informações, baixar música. Quando as conexões começaram a ficar mais rápidas, a onda era baixar os episódios do meu seriado favorito toda semana (isso muito antes do bittorent, quando os conhecidos que moravam nos Estados Unidos botavam os seriados na net só para os amigos e a gente demorava mais de um dia para conseguir baixar).
Agora, cheguei num nível extremo. Muitas vezes, quando estou conversando com alguém, fico com uma vontade louca de ter internet para checar alguma informação, tirar dúvidas sobre algum ponto polêmico (por exemplo, Edward Bunker escreveu 5 ou 7 livros?) ou procurar no dicionário o significado de alguma palavras. O bom (ou será pior?) é que já estou começando a fazer isso. Às vezes levo o laptop pro bar (que tem conexão wireless) e realmente vou conversando e mostrando, checando informações. Mas ainda não é suficiente. Será que vai demorar muito até a internet ser mais rápida ainda, todos os lugares terem conexão wireless e eu poder checar o que eu quiser no meu celular? Ou melhor, será que um dia eu vou ter um mecanismo de busca conectado ao meu cérebro para procurar qualquer informação que eu precisar no momento? Já pensou que ótimo poder publicar um post no blog só pensando no que gostaria de escrever?

Alice, que ainda não sabe se quer ou não nano-receptores acoplados a seu cérebro. Pode doer. E deixar a vida um pouco mais chata...

quarta-feira, julho 04, 2007

Mc Donald's multi-uso

Aqui no Japão ninguém vai no Mc Donald's só pra comer. Se vai com a turminha ou o namorado, ok: um bom bate-papo é suficiente para acompanhar a refeição. Mas se vai sozinho, não pode ficar simplesmente concentrado no seu hambúrguer. Tem sempre alguém lendo jornal, livro ou mangá. Tem menininhos fazendo o dever de casa e mocinhas retocando a maquiagem. Tem os homens de negócios (que aqui chamam de salarymen) digitando algo muito importante no notebook. E tá cheio de jovem apertando botõezinhos no celular. Eu? Bem, eu apenas como o meu lanche. Tento disfarçar lendo o papelzinho da bandeja mas está cheio de kanjis e não tem brincadeiras nem curiosidades legais iguais as que tem no Brasil. Penso em pegar o celular mas não quero importunar meus amigos com mensagens bobas, nem gastar dinheiro navegando na internet e muito menos jogar aquele monte de gamezinhos chatos. Então fico lá, comendo, pensando comigo mesma como o gosto daquele cheeseburger está diferente, tentando espiar o que o véio do meu lado está digitando no laptop dele: uia, é email! Tem até ponto de internet sem fio aqui dentro, legal... Ei! Aquele cara lá no fundo está à toa que nem eu... Fico feliz. Não dá nem cinco minutos e o cara se debruça sobre a mesa, pra tirar a sonequinha da tarde. Fala sério. E olha que não é só no Mc Donald's não, é em toda lanchonete, restaurante ou café. Parece que ninguém gosta de fazer nada enquanto come. Eu, que tenho cérebro de gorda, acho tudo isso bizarríssimo. Porque restaurante, pra mim, é lugar de comer, e só.

Kit, a inútil do Mc Donald's.

domingo, julho 01, 2007

Rodeio!

Um dia, por motivos de trabalho, acompanhei um evento de rodeio.
Os caras estão mais cuidadosos, falam que o animal não sofre, é bem tratado e que os defensores dos animais são muito radicais.
Ok, então deixa eu confinar esses caras, levar num caminhão lotado até um recinto. Lá, fazê-los esperar por horas atrás de um palco ouvindo um som absurdo sertanejo, assustador, fogos de artifício e baboseiras. Como não há espaço, uns acabam sendo pisoteados. Normal. Aí, de repente, eu abro uma portinha e eles vão ter que ir até lá. Ai, mas uns não entendem né? Vamos dar uns chutes pra ver se eles saem? Xii, não funcionou. Que tal uns choques?? Ah, agora sim.
Bom, eles não vão entender que precisam pular pra fazer a gente vibrar. Melhor prender o saco deles e apertar. Pronto, bem apertadinho. Agora eles pulam bonito, nossa demais!
Hum, ainda assim parecem calmos.. melhor dar uns chutes, puxar as orelhas com força, bater na cabeça. Que tal chutar a cabeça deles?? Machucar os olhos, botar o dedo? Pronto, parecem bravinhos. Vamos apertar mais o sedenho. Agora vai.
Uau, que show! O público se diverte. A criança grita comendo algodão doce "olha mãe, que legal!". Que maravilha!
Pouco importa se o animal sofre ou não, o que importa é ter mulherrrr bunita, churrasquinho, cerrrvejaa e Bruno e Marrone, uhuuu! Demais, isso que é vida!
É triste. Muito triste ver pessoas com vidas vazias, sem sentido, divertindo-se sadicamente com tão pouco.
Depois disso, comecei a pesquisar sobre o assunto e achei o Instituto Nina Rosa, que faz um trabalho muito bom em relação aos animais.
Ah, e soube que um dos sedenheiros, aquele cara que aperta o saco do boi, enforcou-se. Não deve ter suportado a infeliz profissão.
Bom, lembrei desse assunto porque ontem ouvi essa música e achei o máximo:

Odeio Rodeio
(Composição: Chico César)


Odeio rodeio e sinto um certo nojo
Quando um sertanejo começa a tocar
Eu sei que é preconceito, mas ninguém é perfeito
Me deixem desabafar

A calça apertada, a loura suada, aquele poeirão
A dupla cantando e um louco gritando “segura peão”

Me tira a calma, me fere a alma, me corta o coração
Se é luxo ou é lixo, quem sabe é bicho que sofre o esporão

É bom pro mercado de disco e de gato, laranja e trator
Mas quem corta a cana não pega na grana, não vê nem a cor
Respeito Barretos, Franca, Rio Preto e todo o interior
Mas não sou texano, a ninguém engano, não me engane, amor

Mulher do Padre

quinta-feira, junho 28, 2007

Cota de caracteres falados

Deve ser uma tendência de pró-atividade na nova geração de estagiários que está vindo por aí, sei lá o quê. Mas tem uns que TÊM que falar sobre tudo que acontece no escritório.

"Ai, recebi um spam."
"Ai, deu pau no word."
"Ai, teclei errado."
"Ai, deu uma fominha agora..."

E o pior é que não são apenas frases soltas. Se o ingênuo do colega de trabalho resolve responder com um comentário de solidariedade simpática "É mesmo, né...?", isso é pretexto para o carente estagiário contar a história da sua vida. A simpatia do colega gera pelo menos 10 frases desnecessárias e pouco instrutivas sobre a experiência do chatinho com os spams, words, teclas erradas e fominhas gerais.

Se pessoas fossem páginas da web o mundo seria bem melhor. Os estagiários, por exemplo, teriam uma cota limitada de caracteres para falar por dia. Teriam uma telinha colada na mão ou no pulso com a contagem regressiva: "203 caracteres restantes". E se o chatinho resolvesse falar mais do que isso, PÃ! O sistema travaria, e ele perderia a fala. E todo mundo ficaria feliz.

Naftalina.

terça-feira, junho 19, 2007

Tia

Conheci o alemão mais lindo do mundo... alto, magro porém fortinho, olhos mais verdes que garrafa de soda, estilinho Maximo Park... e só 20 anos.
Acho que tá na hora de começar a usar o creme anti-idade que a MP falou e dizer que tenho alguns anos a menos do que registra a minha carteira de identidade.

Alice

sexta-feira, junho 15, 2007

Uma calcinha de 3 digítos

Essa coisa toda (chata!) de dia dos namorados, blablablá, e resolvi entrar na loja "TG". Lá tem lingeries fofas e coloridas e divertidas e, principalmente, não-bregas. Fiquei experimentando mil coisas, empolgada com o novo emprego e o novo salário. Até que encontrei... tchanaaaaaaaam! (Aham. Não vou descrever a calcinha aqui. Seria demais pra mim).
Enfim, era linda e indecente e tinha um preço caro, mas ainda decente: $XX. Foi então que cheguei no caixa pra pagar, e a moça: "$XXX. Qual vai ser a forma de pagamento?"
O quêêê? Fiquei passada por, por... meio segundo. Será que minha bunda merecia tanto? Será que a supercalcinha me transformaria na Betty Page? Acho que não. E meu salário ainda não tava tão abundante assim.
Mas, mas... me deu vergonha de dizer que não queria mais.

terça-feira, junho 12, 2007

Power Freak Balzac!

Dia desses um mocinho vira pra mim e diz: "Você vai ser uma linda balzaquiana".
Fico sem reação e na minha mente: "Balzaqui o quê?????".
Foi o primeiro indício. Os trinta estão mais próximos que os dezoito.
Fiquei com aquilo na cabeça. Nossa, como o tempo passou. Quando me diziam que os vinte passam voando, eu nem ligava, achava besteira, mas to vendo q é verdade. A gente não percebe quando chegam e de repente, tão acabando!
Começo a ver muita gente da minha idade casada, com filhos, já mostrando os sinais da idade estampados nos trejeitos e no físico. Cremes anti-idade indicados para minha faixa etária, etc, etc.
Outra frase muito ouvida "Nossa, você parece mais nova!". Quando dizem q vc não tem a cara da sua idade... bom outro sinal da passagem do tempo.
MAS, é claro que não vou cair nessa cilada de 'vc não tem mais idade pra isso. Está na hora daquilo". Filhos? Nem pensar! Essas preocupações é que envelhecem!
Uma senhora vira e me pergunta: "E vc? Tá na hora de arrumar um namorado, casar hein?".
"Eu não, quero aproveitar muito a vida!". Ela "mas o tempo passa. Até quando vc quer aproveitar??". "Até quando eu cansar!". Pronto, encerra-se o assunto e ela nunca mais pergunta nada. E a próxima que perguntar vou falar "e vc, tá feliz com seu marido?". Se a conversa é pra se intrometer e palpitar, vamos lá, vou dar a minha opinião tb.
Quer saber? Vou fazer o tempo passar do meu jeito e curtindo o que quiser, com quem quiser, quando quiser e como quiser.

Mulher do Padre

sexta-feira, junho 08, 2007

Mundo cor-de-rosa

Gente, eu sempre achei que em relação à maioria das pessoas eu fosse uma moça moderna e open-minded, que por mais que jamais tivesse coragem ou vontade de fazer certas coisas, olharia com naturalidade aqueles que o fizessem. MAS o mundo é muito, mas muitíssimo mais freak e bizarro do que minha mente era capaz de imaginar, e agora estou me sentindo o ser mais puro, careta e inocente do planeta. Ok, nem tanto, afinal sei de várias criaturas que vivem num mundinho ainda mais cor-de-rosa que o meu, mas enfim, estou meio tonta. Não sei se é por essas coisas existirem ou por eu não conseguir absorver bem toda essa informação. Talvez esteja na hora de fazer um upgrade nos meus conceitos.

Kit, reloading.