quarta-feira, julho 27, 2005

Os homens segundo o zodíaco

Uma análise empírica de Alice (aquariana com ascendente em áries)

Áries - Só tive uma experiência com um ariano (e era um muito fofo que até me deu um peixinho lindo de presente). Mas como meu ascendente também é áries, consegui ver muitas coisas nele que se pareciam comigo. Pra começar, eles não se comprometem com alguém a não ser que tenham certeza de que pode ser a mulher da vida deles. Ou se pelo menos não achar que o relacionamento tem muita chance de ser um sucesso. O bom é que eles também não te iludem. Logo de cara deixam claro que você não vai ser a namorada dele se ele não achar que vale a pena, mas também demonstra que o relacionamento descompromissado pode ser muito bom.

Touro - acho que aquarianos e taurinos se atraem. Possivelmente porque os aquarianos gostam de ser paparicados e os taurinos não têm o menor problema em fazer isso - tanto que um taurino foi o responsável pela cena mais romântica da minha vida. O problema é que eles também mudam de idéia de uma hora pra outra. Hoje te amam mais do que tudo. Amanhã podem ficar de saco cheio e não querer mais te ver. Tome cuidado!

Gêmeos - eu gosto de geminianos. Até já aceitei o pedido de casamento de um. Afinal, eles são apaixonados, dedicados, românticos ao extremo. Mas também são ciumentos e folgados. Sabe como é, não conseguem se dedicar muito ao trabalho e sempre esperam que os outros façam tudo pra eles. Também são um tanto quanto volúveis (estão sempre mudando de grupo de amigos e de namoradas) e isso os torna pouco confiáveis.

Câncer - eu tenho uma relação de amor e ódio com os cancerianos. Gosto muito do jeito deles, desencanado, alegre, agitado. Só que me irrita muito a incapacidade de lidar com horários, a falta de atenção, os esquecimentos. Muitas vezes fico brava, mas gosto tanto da companhia deles que acabo relevando. Mas sei que nunca poderia ter um relacionamento sério.

Leão -
dizem que leoninos e aquarianos se atraem, mas que o relacionamento não dá certo. Só tive um affair passageiro com um leonino (e talvez só porque estava carente), mas sei bem o que atrai. É que eles são vaidosos e estão sempre bonitos, bem vestidos, cheirosos. Só que a vaidade é tanta que eles são metidos e ficam insuportáveis. Falam demais. Mas o bom é que, se você souber lidar com ele, o leão se transforma num cachorrinho e faz tudo que você quer.

Virgem - acho que admiro muito a capacidade de organização, comprometimento e a seriedade dos virginianos. Mas, por outro lado, odeio o modo como eles sempre criticam tudo e acham que podem julgar todo mundo, mas nunca enxergam os erros que cometem e sempre acham que tudo tem que ser do jeito deles. Eles não sabem demonstrar os sentimentos e pode ser bem difícil lidar com isso. Talvez a minha relação com eles tenha menos a ver com atração e mais com necessidade de proteção e de alguém que tenha o pé no chão - e que não me deixe fazer bobagens.

Libra - gosto muito de librianos e acho que nos damos muito bem. Mas nunca cheguei a namorar um, então não sei bem como seria uma convivência a longo prazo. Pelo que já pude perceber, os librianos até me entendem, dão bons conselhos e são daqueles com quem você sabe que sempre pode contar. Também são maravilhosos com quem gostam, mas não são bonzinhos com todo mundo. E têm um jeito bem peculiar de demonstrar quando alguém é especial para eles, nunca em forma de elogios diretos, mas sim de atitudes. Só que às vezes podem ser muito distantes e fechados, além de sempre tirarem conclusões sobre as coisas antes de ver o quadro inteiro, o que muitas vezes causa brigas equivocadas.

Escorpião - nunca tive um relacionamento com um escorpiano. Até queria experimentar, mas não conheço nenhum homem desse signo. Se bem que, quando penso que a MP é de Escorpião, tenho um pouco de medo. (brincadeirinha)

Sagitário - também nunca tive nada com um sagitariano. Mas dizem que é o signo que mais combina com aquário. Será? Alguém conheço um gatinho de sagitário para me apresentar?

Capricórnio - outro signo que não experimentei. Só que, pelo que conheço dos capricornianos, acho que não combinam comigo. Mas só poderei falar depois do test-drive.

Peixes - até hoje, é o que deu mais certo. Um pisciano é o responsável pelo relacionamento mais longo da minha vida e outro, pelo melhor relacionamento que já tive. São muito fofos, sabem como me fazer sentir bem e com eles tenho algo que nunca tive com alguém de outro signo - uma atração física absurda, daquelas que dão choque. Só que tem algumas coisas que me incomodam. Eles são muito avoados, um pouco perdidos e às vezes fico de saco cheio quando eles esquecem de ligar ou descombinam as coisas na última hora. Mas, quem sabe um dia eu não aprendo a conviver com isso e me caso com um pisciano?

Aquário - nunca fiquei com nenhum aquariano. Porém, acho que seria parecido demais comigo e eu não ia gostar. Mas vai saber...

Alice, com vontade de experimentar garotos de signos que ainda não tentou

quinta-feira, julho 21, 2005

Mais sobre a Daslu...




Uaaaaaaaau! Entramos pelo portal bege da Daslu. A GE empolgou em comprar o livro novo do Harry Potter (quem podia imaginar que os clientes da Daslu, além de tudo, sabem ler?). A Alice queria um sapato de salto agulha porque tinha decidido virar paty - e até que estava bem convincente, com as mãozinhas e os comentários quase histéricos.

E eu queria experimentar alguma coisa mega chique pra me sentir meio, ahn... Sex and The City. Ou pelo menos tão luxuosa quanto a nossa power freak mummy (mamãe, que não tem nada de múmia, e não pôde comparecer à excursão porque precisava agarrar uns jogadores de futebol. Humm... boa troca).

Enfim: depois de muito andar entre araras e mocinhas de avental e espanador (nossa, não é só em sex shop que tem dessas roupinhas!), vi um vestido - uhuuu: Prada! - de 14 mil. Ah, e era bonito também.

Mas o livro e os sapatos Manolo Blahnick e o vestido Prada foram as únicas coisas bonitas e legais que vimos na parte de meninas. A maioria era um monte de coisa cafona, com botões dourados naqueles taillerzinhos (irc! só a palavra já é breguíssima) chanel de lã multicor.

Ah, e a gente fez o alarme disparar! Foi na entrada do banh... ops! Toalete. É... vai que alguém entra no banheiro com um jeanzinho básico e volta transformada em modelo Dolce e Gabbana? Faz sentido. Daí fiquei meio empolgada com a ilegalidade da coisa e roubei algumas toalhinhas fofas de enxugar a mão, que tinham um "D", adivinhem de quê? Bom, a toalhinha também era cafona, mas eu tinha que trazer algo que provasse a minha passada por lá, mesmo que isso significasse ser muito zoada por meu mocinho depois. Mas... acabei esquecendo na bolsa, e as toalhinhas mega-fofas viraram uma bolota de papel que acabou parando no lixo, com o "D" e tudo. Sniiif.

* Pra terminar, momento que foi surreal para as Power Freak Girls. Só podia acontecer na Daslu:

"Eu quero ir na Chanel!"
"Ah, não! Vamos na Dior!"


Naftalina,
que no dia seguinte precisou lavar roupa e o espírito perua passou rapidinho.

ps. A Alice também foi, como vocês perceberam pelo texto. Mas ela empolgou tanto com a idéia de ser Paty que agora acha que isso de escrever em blog é uma coisa de gente nerd e mal vestida. Totalmente out. Mas daqui a pouco, para a felicidade dos fãs, ela volta. Renovada e com o pescoço novinho em folha.
pps. Ah, esclarecendo: a Alice virou Paty, mas topou tirar as fotos. Afinal, foto não é out. Escrever é que é.

Somos Daslu Men



Tirando os "laranjas", para sonegar impostos é preciso ser power. E, até que a sonegação vire a norma, é também preciso ser freak. Na semana passada, descobrimos que a Daslu é power freak. Além disso, já sabíamos que, como diz o nome, as "lu" são girls. Power Freak Girls??

Oras, o alarme soou. Se Receita + Polícia Federal puderam fazer a "Operação Narciso", tava na hora de a gente realizar a "Operação Patente". O que é essa loja, afinal, que chama a atenção da Vogue francesa antes que as power freak girls originais consigam uma citação na revista TPM?

O QG foi o shopping, para tentarmos incorporar o espírito paty. Depois de um almoço chiquérrimo de Risoto ao Funghi e Postas de Salmão, três power freak girls seguiram para a famigerada Daslu.

A loja começa a separar o joio do trigo já no portal (porque "entrada" é coisa de pobre). Uma moça loira cheia de maquiagem explica aos motoristas dos carros importados que quem já é cliente pode ir ao estacionamento VIP, logo ali na entrada banhada de sol (que nasce mais cedo para os mais ricos, como bem sabem os japoneses). Para quem está lá pela primeira vez, como nós, ela explica que é preciso levar o golzinho de escapamento furado para o subsolo.

O templo de 17 mil metros quadrados tem pé direito alto. E uma prateleira só de salto agulha Manolo Blanick. Fácil imaginar a Sarah Jessica Parker "Curtindo a Vida Adoidado" por lá. Enquanto isso, o Matthew Broderick poderia pegar um café expresso (a única coisa grátis do lugar) e se sentar em um dos sofás apinhados de maridos endinheirados e filhos entediados.

É que eles estavam no andar errado. Dois lances de escada de mármore acima, ficava parado no ar o helicóptero Robinson 44 (ironia: é o helicóptero mais barato do mercado). Ele anunciava a chegada à Daslu Men: o andar dedicado aos homens.

A Daslu ensina que homem é mais perdulário que mulher. Todos os produtos da loja têm preço na etiqueta, menos os do andar dos homens.

Mas a Daslu nos deu uma lição bem mais importante: nós PFGs somos freaks porque, no paraíso do consumo, não somos girls, e sim, boys. Era no andar dos homens que estava tudo o que nos interessou (tirando o papel toalha ultra absorvente do banh... ops, toalete): Macintosh de R$ 17 mil, iPods, carros, tabuleiros de xadrez estilosos e CDs importados. Com toda essa tecnologia, como é que iríamos gostar de passear pela parte sinalizada com a plaquinha "no men allowed", onde mulheres pelancudas de peito de fora experimentam roupas cafonas de estilistas que não sabem se desenharam uma blusa de festa ou um pijama de renda?

Sim, a Daslu é power freak. E muito mais girlish que as PFGs. Mas a marca é nossa. Então, resolvemos revidar o plágio: a Naftalina experimentou o único vestido bonito que conseguimos encontrar (um Prada de R$ 14 mil) e tirou uma foto para mandar fazer um igual. Missão cumprida.


Garota Enxaqueca

Atração pelo que não se vê

No mundo dos nerds orkuteiros, seus blogs, fotologs e afins, vc acaba sabendo tudo sobre qualquer pessoa, principalmente pq essas pessoas querem q todos as vejam e saibam sobre suas vidas. Fotos, intimidades, gostos, opiniões e até telefones e endereços expostos para quem quiser, se alguém quiser. Mas existem exceções, claro.
Muita gente sofre, reclama que descobriu que o(a) ex já tem outro(a), onde trabalha, o que tem feito, etc. Menos eu!
Confesso, não resisti e já procurei alguns ex mocinhos na net e nada. Nenhuma pista.
Quer dizer, nenhum sinal até hoje, quando, por acaso, encontro um perfil misterioso no orkut justamente com o nome do cara que eu mais queria encontrar de novo... E para atiçar a minha curiosidade, o cara não tem amigos, não tem foto, não tem comunidades, não tem scraps! Que raivaaaa! Pra que tanto mistério? Pra ser mais interessante? Pronto, conseguiu...

Mulher do Padre, intrigada

terça-feira, julho 12, 2005

Ganhei um colar... cervical

Nos últimos tempos todos ficam me consolando, dizendo que estou sofrendo muito agora, mas que com o tempo passa. Sim, concordo, passa. O problema é que até dar o tempo suficiente para passar a gente pode fazer muita merda, muita mesmo. Hoje, depois de ter acordado triste e chorando, peguei o carro, acabei me perdendo em pensamentos inúteis e, quando vi, já estava na traseira de um caminhão no meio da marginal. Não foi nada agradável. Eu estava devagar e ainda assim meu carro ficou todo detonado. E vou ter que passar uma semana com o pescoço imobilizado. E enquanto esperava no hospital fiquei pensando muito em tudo isso. O que eu ganhei com o acidente além do lanchinho da seguradora, 1.100 reais de prejuízo e um colar cervical? No fim, cheguei à conclusão de que eu precisava desse empurrão. Pra perceber o quanto eu estou sendo idiota em continuar sofrendo ininterruptamente por alguém que nunca se importou muito em me magoar. E também pra tomar logo a decisão de sair dessa. Afinal, não posso ficar batendo o carro só porque estou triste ou, o que é uma consequência da ação anterior, acabar me matando por causa de um cara (deplorável). Enfim, tá na hora de mudar. Talvez o lance seja mesmo ir embora de São Paulo, mas ainda não sei. Só sei que não quero mais isso.

Alice, procurando um penteado que combine com seu novo acessório

domingo, julho 03, 2005

Chegou o flyer!


(Clique na imagem pra ver do tamanho certo. E conseguir ler...)

sábado, julho 02, 2005

Power Freak Girls na Sala de Justiça

Todos sabem que vontade de baladear é o que não falta às Power Freak Girls. E no dia 9 de julho, elas estarão na festa "Enquanto isso, na Sala de Justiça...", que acontece em um salão lindo do Hotel Cambridge (ele foi contruído nos anos 50, então ainda tem móveis da época, arquitetura da época, tudo superchique). A balada será à fantasia com o tema super-heróis (do que a gente vai? surpresa!) , mas é claro que ninguém é obrigado a ir fantasiado para entrar na Sala de Justiça (mas vai ser bem mais divertido se todo mundo for!). Além disso, as PFG vão discotecar e botar todo mundo pra dançar! Vai rolar anos 80 e eletrônico. E não vai estar ultra-lotado igual a Autobahn (nada de filas, podem ir sossegados!).
Bom, em breve a gente coloca o flyer aqui (é que ainda não ficou pronto), mas já pode ir anotando na agenda:

Enquanto isso, na Sala de Justiça...
Quando: dia 9 de Julho a partir das 23h
Onde: Hotel Cambridge
A entrada é pelo Bar Tarsila, na Rua Álvaro de Carvalho
Quanto: 10 pras mulheres, 15 pros homens com direito a um drink
Porque: aniversário do Dimi, do Deme, do Zen e mais um bando de cancerianos
Quem: Power Freak Girls nas pick-ups e na animação da galera

terça-feira, junho 28, 2005

Uma vez nerd, sempre nerd

Quando eu era criança, tinha trabalho em grupo na escola. Eu, como tinha a letra mais bonita e tirava as melhores notas, acabava fazendo tudo sozinha. Ou eu fazia o trabalho, ou ninguém fazia. E o grupo todo ganhava nota boa, mesmo quem não tinha feito nada.

Quando eu entrei na faculdade, achei pessoas mais espertas do que eu. Foi um alívio poder passar um pouquinho para o outro lado: eu podia ficar mais tranquila, porque havia outras pessoas para se preocupar com o trabalho por mim. E eu ganhava nota boa (ou quase), mesmo que não tivesse muita coisa.

Quando eu comecei a fazer pós, encontrei algumas pessoas espertas, outras nem tanto. Então percebi que tinha que voltar à tática da infância: ou eu me fazia o trabalho, ou ninguém fazia. E olha que agora eu nem tenho a letra mais bonita, nem tiro as melhores notas. Vai ver que sou só a mais nerd, mesmo. E, no fim do semestre, todo mundo vai tirar nota boa, mesmo que não tenha feito (quase) nada.

Trabalhos em grupo são uma porcaria*.

Naftalina
*Hã-hãm: exceto aqueles feitos com as PFG, é claro.

segunda-feira, junho 27, 2005

Algumas pessoas fazem desse mundo um lugar melhor

Em determinados momentos de nossas vidas, aparecem pessoas do além oferecendo ajuda, dando palavras de apoio e nos tranqüilizando quando a gente menos espera.
Agora há pouco, por exemplo. Estou eu aqui terminando um trabalho depois de varar a noite. Entra uma senhorinha na sala pra fazer a faxina, olha pra minha cara e diz: quer um cafezinho? Tá quentinho, ajuda a acordar. "Não precisa não, obrigada". Ela então parou de fazer seu traballho, insistiu, me levou até a cozinha e serviu café, leite e pão quentinhos. Não é demais?
Em outros dias, o segurança daqui também me levou café antes de ir embora. "Pra acordar", dizia ele.
Por essas e outras eu ainda acredito que esse mundo tem jeito. Pena que essas pessoas, na maior parte dos casos, não são tratadas com o devido respeito e não lhes é dado o valor que merecem.

Mulher do Padre

sexta-feira, junho 24, 2005

Uma hora a idade chega...

Nunca tinha me sentido tão velha quanto ontem. Fui esperar o mocinho na loja de conveniência/bar que fica na frente da faculdade dele. Tava cheio de universitários, todos eles com cara de novinhos, com cara de muito mais novinhos que eu... eu sempre achei que se fosse pra uma faculdade passaria por caloura facilmente. Mas ontem eu destoava tanto daqueles "adolescentes", que todos estavam olhando pra mim com cara de que obviamente eu não era de lá.
Péssimo. Eu não estava preparada para o choque de não ter mais cara de "estudante no segundo ano de faculdade". Afe, acho que vou comprar um creme anti-idade!

Tia Alice

quarta-feira, junho 15, 2005

Do Aurélio

fazenda. S.f. (...) 7. Mulher bonita, vistosa, atraente; peixão, pancadão.

Alguém aí já ouviu (ou falou) um elogio do tipo "Êêê, pancadão!"?
Será que é um adjetivo específico para moças funkeiras com calça branca?
Que medo.

Naftalina

segunda-feira, junho 13, 2005

Tão melhor quanto menos você espera por isso

Jantar romântico de dia dos namorados, com queijo trazido da Itália e vinho. Fofíssimo.
Dizem que o melhor da festa é esperar por ela. Por isso, festa boa mesmo é aquela supresa.

Alice

quarta-feira, junho 08, 2005

Será um sinal?

Desde ontem meu celular estava com a bateria fraca. Mas cheguei tão tarde e bêbada que é lógico que me esqueci de carregar. Aí, há alguns minutos, peguei o telefone na mão só para procurar um número. Eis que chega uma mensagem. Vejo de quem é. E bem na hora que eu clico pra ler.... a bateria acaba e o celular não liga nem a pau!!!!! E só vou poder ler quando chegar em casa, lá pras 22h30!!! Diz aí, MP, é ou não é um sinal?

Alice, que vai passar o resto do dia em um treinamento zen para não enlouquecer de curiosidade

segunda-feira, junho 06, 2005

Insensível

A idade e a experiência estão me deixando insensível. Chega uma hora em que você já passou por tanta coisa, inclusive por momentos em que você tinha certeza que não ia agüentar e morrer, que sabe que nada é tão ruim assim. Se naquela ocasião você não morreu, de repente parece que todo o resto é fichinha. Dói, mas você sabe que aguenta e, melhor, que uma hora passa. Ontem eu ouvi uma das cinco piores coisas que se pode ouvir na vida (certamente a pior de todas é a notícia de que alguém muito querido morreu e a segunda é saber de uma doença terminal, sua ou de alguém muito próximo, mas as outras eu ainda não ranqueei direito). Qual foi a frase não vem muito ao caso. Mas o ponto é que eu nem me abalei tanto assim. Estou triste, claro, mas acho que já passei por tanto sofrimento vindo da mesma fonte que nada mais pode doer tanto quanto já doeu. E sei que sou forte o suficiente para suportar. Talvez isso é que seja maturidade. Ou talvez eu só esteja ficando cada vez mais fria. Mas quer saber? Isso não é nada ruim.

Alice

quinta-feira, junho 02, 2005

I´m a loser, baby

Eu nunca tinha sido mandada embora antes. Não que eu tenha tido muitos empregos na vida, mas até hoje eu tinha conseguido pedir demissão antes, e gostava de pensar que o meu ex-chefe ficaria lá, chorando as pitangas por ter me perdido (ou a empresa falia e todo mundo tinha que ir embora; de qualquer jeito, não era demissão).

Será que foi porque eu fiquei doente e faltei dois dias (doente um dia tudo bem, mas dois... vá lá!)?
Será que foi porque eles rastreavam as conversas que eu tinha no messenger e descobriram que a gente falava mal do chefe barrigudão e tosco?
Será que eles descobriram que eu era foda demais para o trabalho que só exigia meia dúzia de neurônios e que, quando mostrasse todo o meu talento jornalístico, acabaria dando um golpe na empresa (aham)?
Será que foi porque eu descobri que eles fazem filmes pornô?!
Será que foi porque apareceu outra jornalista, loira e peituda? Oh, no! Porque ela, e não eu? (E com isso eu percebo que ser demitida parece muito com levar um pé na bunda. E não é que até os chefes que eu arrumo são canalhas?)

Muito injusto. Tô me sentindo uma merda.
Se alguém aí tiver um elogio sobrando, pode ser uma boa hora.

Naftalina,
que pretende passar a noite chorando as pitangas com três pacotes de elma chips.

sábado, maio 28, 2005

Às vezes a tecnologia tira sarro da nossa cara

As melhores coisas que os DVDs trouxeram foram as caixas com todos os episódios de séries de TV. Antes, era aquele drama. Se você perdeu o último episódio de uma série que não é mais reprisada, já era. Ou ficava sem ver ou procurava alguém que tivesse tudo gravado. Hoje, é só esperar sair em DVD. Simplesmente maravilhoso. Mas, por outro lado, acabo me sentindo um pouco idiota quando vou na FNAC e vejo boxes de todas as séries que eu gosto. Me lembro de todos os anos de esforço para gravar as séries na ordem e sem os comerciais... Sem falar nas pilhas e pilhas de fitas de vídeo socadas no meu armário. Depois dessa trabalheira toda, agora posso comprar todas as séries completas, com qualidade de DVD, extras e numa caixa linda que ocupa pouco espaço. E agora, sr. inventor do DVD, o que eu faço com as fitas? Jogo fora? Faço chá pra ver se dá barato? Será que posso ser ressarcida pelo trabalho (quase) inútil?

Alice, que na verdade acha que nunca vai ter coragem de se desfazer dos VHS

sexta-feira, maio 27, 2005

Tantaraaaan!

"Ai, eu preciso falar, eu preciso falar euprecisofalareuprecisofalareupreciiso..."
- Ei, tem lugar pra sentar ali atrás!

(Hoje é dia dos velhinhos? Por que onde eu fui, esbarrei com um monte de cabecinhas branquinhas - a fila do banco estava impossível!)

O ônibus estava vazio lá atrás e cheio antes da catraca. O sujeito com cara de chato e jeito de mano tava sentado no banco da frente do ônibus, folgadão com cara de paisagem, enquanto vários velhinhos ficavam espremidos, de pé. Daí não aguentei.

- Ah, mas eu não pago. Eu tenho crachá.
Ele disse isso com a cara mais deslavada do mundo.

- Se não paga, fica de pé. E deixa a senhora ali sent..."
Eu ia apontar para uma velhinha fofa que tava ali na frente, quando ela mesma falou, brava sem deixar de ser fofa:
- É, deixa eu sentar aí!

Ufa, fiquei feliz. Mas com medo do sujeito, que ficou me olhando feio.

Naftalina,
defensora dos fracos e oprimidos e dos velhinhos fofos.

segunda-feira, maio 23, 2005

Yes, yes... yes?

Aiiii... preciso contar:
Gente, eu acho que a empresa em que eu trabalho é fachada pra uma produtora de filmes pornô (daqueles toscos que vende em locadora).
Que me-do!

Naftalina, torcendo pra não oferecerecem um freela de dubladora.

domingo, maio 15, 2005

Ficando adulta

Eu acho que agora não sou mais adolescente mesmo. Porque é assim: não existe meio termo. É de adolescente pra adulto. No máximo, a gente vira um adulto jovem, mas.... "jovem" não é uma faixa etária, é um adjetivo que junta de criancinhas ("você é muito jovem pra isso e aquilo") a velhinhas que se acham ("eu tenho a cabeça jovem").

Enfim, foi a MP que fez essa pergunta há um tempo: se eu me sentia adulta. Eu respondi e não respondi (tá lá, registrado!). Eu achava que não, porque ainda gostava de um monte de coisa de criança e porque queria fazer um monte de coisas antes de me sossegar na vida. Acho que o que definia "ser adulta" era a confusão e o vai e vem chegarem ao fim. Quando eu parasse de inventar novas coisas e baladas diferentes pra ir e tivesse a minha casa (e um gato chamado Elvis), eu seria adulta.

Só que não era nada disso. Outro dia briguei feio com meu pai, e pra mim foi definitivo: "eu não quero mais o seu dinheiro". Emancipada, assim. E o bizarro é que não bateu um pânico em seguida, não bateu medo, não bateu nada. Eu não precisava do dinheiro, e sabia que agora podia me virar sozinha. Será que virei adulta?

Bom, já é uma coisa adulta: eu posso me sustentar, ainda que não sobre pra comprar coisas mega supérfluas. Daí eu percebi uma coisa que decidiu que eu não precisava decidir nada: meu All Star. Eu tenho o mesmo All Star creme (encardido, agora) há 8 anos. Nem sei como ele sobreviveu tanto tempo, o highlander. Uma outra calça, há quase 10 anos. Puxa! Eu parei de crescer faz tempo. Huum, tô ficando velha, pensei. Mas eu continuo com a mesma roupa. Talvez eu vire adulta e continue sendo a mesma coisa, no fim das contas. Ou talvez eu nem sinta mudança. Talvez nem haja muita mudança. Como fazer dezoito anos ou se formar. Tanto faz.



(E olha que termino o texto sem concluir nada, pra variar. Vou ter que voltar pro cursinho pra ter aula de dissertação, urgh.)

Naftalina,
lesada de tédio depois de passar o fim de semana de plantão no trabalho.

terça-feira, abril 12, 2005

Auto-estima

Nada melhor para o ego do que receber elogios de pessoas que vc admira ou pessoas conhecidas por serem seletivas e de bom gosto (to falando de gosto musical, filmes, pessoas, tudo). O ego também é massageado quando vc descobre que aqueles seres cercados de paga paus é um paga pau seu (não é, Naftalina? heheh) e vc não dá a mínima pra eles.
Mas, e quando vc descobre que é admirado por pessoas de gosto duvidoso, que curtem coisas que vc detesta e que são conhecidas por seu gosto bizarro e medonho? Isso é motivo de preocupação? Pq, se a pessoa curte coisas ruins e gosta de vc, quer dizer que vc é tosco? Ou não necessariamente?

Mulher do Padre, quase dando um chute em alguns paga paus